Tubarão
Quinze funcionários da assembleia legislativa tiveram o salário reduzido nesta semana e também trocaram de cargo. Isto ocorreu devido a um processo movido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) em Santa Catarina. A organização entrou com uma ação popular na vara da fazenda da comarca de Florianópolis.
Na Alesc, os procuradores e consultores especiais, que não concursados, ganhavam entre R$ 24.105,00 e R$ 45mil. A informação é do advogado do Sinte, Marcos Palmeira. Uma liminar foi emitida pela comarca para que os funcionários saíssem do cargo.
“Haviam vários problemas, entre funcionários que exerciam a função de procuradores e não eram advogados. Eles eram bacharéis em ciências contábeis ou economistas. E recebiam acima do teto, mais do que um deputado estadual, que está fixado em cerca de R$ 20 mil”, explica Marcos.
Advogados de alguns procuradores tentaram derrubar a liminar, mas não conseguiram. Agora, é preciso esperar que a ação seja julgada. Para a direção do Sinte, a decisão é uma importante vitória da moralidade pública contra os altos salários pagos pelo estado.
Conforme a assessoria do vice-presidente da Alesc, o deputado Jailson Lima, quem ganhava R$ 24.105,00 passará a receber R$ 7 mil. E quem recebia R$ 36 mil terá o vencimento de R$ 15 mil. A Alesc negou que houvesse funcionários que recebiam R$ 45 mil.
