O projeto da Rua Padre Geraldo Spettmann ficou lindo! Mas, prestem bem atenção, falei o projeto! A obra, pelo contrário, na minha avaliação de usuário diário ficou muito ruim. Digo ruim para não usar uma palavra imprópria para este artigo. Mas que dá vontade, há, isso dá! Vou às considerações. Desnecessárias para quem a usa com frequência. Mas necessária para que fique registrado o meu descontentamento.
E acredito que o descontentamento não é só meu e sim de uma parcela expressiva de usuários daquela via. Quanto ao direcionamento do trânsito em sentido único, ficou ótimo. A ciclovia, bom, essa parte da pista, no meu entendimento, é a melhor. Mesmo oferecendo pouca segurança aos ciclistas, define um espaço específico a eles. Mais um passo dessa administração no sentido de humanizar a cidade. Foco no futuro. As cidades do futuro, sabemos, não priorizarão mais os automóveis como ocorre atualmente e sim as pessoas.
Mas o que me entristece é perceber que um projeto tão bem pensado, definido após exaustivos estudos, na execução deixa muito a desejar. São três pistas de rolamento para automóveis e uma para ciclistas. Mas lamentavelmente podemos considerar somente duas pistas para carros. Poucos são os que trafegam na pista central. É irritante os solavancos pelo qual passam os veículos ao trafegar por cima dos tampões da rede de esgoto. Além do desconforto, esses solavancos prejudicam o veículo como um todo.
E tem mais. Além dos tampões, o asfalto da pavimentação em alguns pontos da rua é bastante irregular. Na minha avaliação, um péssimo acabamento da obra. Um descaso com a estética, com o conforto. Acredito que a empresa contratada para executar a obra recebeu, ou vai receber como sendo uma obra de qualidade. E qualidade não se resume a estrutura e materiais. Engloba certamente acabamento também. E neste quesito, no meu entendimento, falharam mesmo! O que era para ser um cartão postal para a cidade se tornou em uma via pública onde os motoristas disputam espaço em duas pistas.
A central está servindo praticamente como pista de apoio para ultrapassagens, pois logo que os motoristas conseguem o intento, a maioria busca espaço em uma das outras duas pistas para fugir das irregularidades da pista central. Sem falar dos motociclistas. Estes chega-se ao ponto de correrem riscos de acidentes fatais. Mas aí eu pergunto. Quem aprovou essa obra? Pelo pouco que entendo, existe uma ou mais pessoas na prefeitura que fiscalizam a execução das obras. Acredito que elas assinaram algum termo, dando-se por satisfeitas com o trabalho realizado.
Mas como podem ficar satisfeitas com um acabamento desses? Salta aos olhos de qualquer leigo que houve descaso por parte da empresa que executou o serviço. E negligência de quem a aprovou. Quanto aos tampões, mesmo não entendendo nada de pavimentação de ruas, vou arriscar. Ou o novo pavimento se ajusta aos tampões de concreto já existentes, ou novos tampões deveriam ser construídos, ajustando-se ao novo pavimento.
E quanto às calçadas? Os proprietários dos lotes que margeiam a via já foram ‘convidados’ a construir cada um a sua? Estou falando dos muitos que ainda não a fizeram. Ou a prefeitura é quem vai construir? As calçadas serão padronizadas? Se não forem, será uma pena, pois esta seria a ocasião. Existe um prazo definitivo para elas serem construídas?
Alô, senhores vereadores! Algum de vocês está acompanhando a execução desses trabalhos? São 17 os chamados fiscais do povo. Optaram por não reduzir esse número. Com certeza entenderam que Tubarão precisa dos 17 para representar a população, para fiscalizar as ações do executivo. Vocês também aprovaram as obras da referida via? A palavra está aberta. E eu gostaria de ouvir a versão dos responsáveis direto ou indireto nesta questão. Talvez alguém me convença de que estou errado…