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Gestão compartilhada: Um jogo de empurra-empurra

Wagner da Silva
Braço do Norte

De quem é a responsabilidade pelo serviço de esgoto e de rede pluvial de Braço do Norte? Nem mesmo a prefeitura e a Casan se entendem nesta questão. E o pior é que este impasse reflete diretamente no cotidiano das pessoas. Um exemplo é o caso da rua Vilibaldo Gesser, no bairro União.

Há mais de dez anos, os moradores reivindicam a solução para o esgoto a céu aberto que corre pelo local. No fim de abril, com o rompimento da rede pluvial em virtude das chuvas, o problema acentuou-se. Cerca de 70 casas foram afetadas.

Como o esgoto corre no meio da rua, os moradores estão preocupados quanto as questões relacionadas à saúde. Isto sem contar o cheiro insuportável. Os alunos precisam atravessar por cima de madeiras improvisadas para entrar em casas. Os veículos têm que desviar de pontos onde o solo cedeu. Ao lado da rua, o esgoto forma uma espécie de lago em meio a vegetação.

Enquanto a população sofre, a prefeitura e a Casan vivem um constante jogo de empurra-empurra. O secretário de governo e cidadania, André Leandro Richter, explica que no contrato de gestão compartilhada, assinado junto ao presidente da estatal, Walmor De Luca, está descrito o que compete à cada órgão.

“A administração do abastecimento de água e coleta de esgoto é responsabilidade da Casan. E o órgão eximi-se da responsabilidade”, afirma. O agente regional da Casan em Braço do Norte, Ivan Azevedo, foi contatado pelo Notisul, mas não quis falar sobre o assunto.

Haja paciência e nariz

Desde que passou a morar no bairro União, o cidadão Antônio Severino do Santos luta para solucionar este problema. “Já tentamos de várias formas. Estamos cansados de bater na mesma tecla e não ver um pingo de consideração da prefeitura e da Casan. É uma vergonha”, desabafa.

O vizinho Rafael Machado Leandro lembra que este problema da rede estourar já ocorreu em outras oportunidades. Em uma delas a tubulação foi entupida pelo areão que desce do morro. “O esgoto retornava para dentro das casas mais baixa. Após uma reunião, os moradores decidiram pagar para fazer a ligação das suas casas até a rede pluvial. Ninguém veio ajudar. Se o esgoto é lançado onde não deve é porque não temos outra opção e porque alguém falha em desempenhar sua responsabilidade”, dispara o morador.

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