São Paulo (SP)
Um prédio de 26 andares no centro da capital paulista, onde viviam 50 famílias, desabou por volta das 3h desta terça-feira (1º), após ter sido atingido por um incêndio. O edifício, que ficava na avenida Rio Branco, na região do Largo do Paissandu, era ocupado por um movimento social de defesa ao direto a moradia (sem-tetos).
O Corpo de Bombeiros confirmou, até o momento, que uma pessoa morreu. Não há informações oficiais sobre o número de desaparecidos. Uma faixa da avenida Rio Branco foi tomada pelos escombros do edifício que desabou.
Um segundo prédio, próximo ao que desabou, também foi atingido pelas chamas. O imóvel, no entanto, estava vazio e o fogo ficou restrito a um andar. Cerca de 160 membros do Corpo de Bombeiros chegaram a atender a ocorrência.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, confirmou que uma pessoa morreu durante o desabamento do prédio. A vítima estava sendo resgatada por corda pelos militares quando a estrutura do prédio desabou. Os militares abriram um acesso pelo edifício vizinho e a pessoa que faleceu já estava pronta para sair quando toda a estrutura colapsou. A corda que a prendia se rompeu e ela caiu. Um bombeiro também ficou ferido durante o desabamento, mas passa bem. Pelo menos duas pessoas também estão desaparecidas, mas o número pode aumentar.
Palumbo reforçou que o trabalho sob os escombros será minucioso. Apesar da dificuldade, o Corpo de Bombeiros espera encontrar sobreviventes.
Durante entrevista, o porta-voz do Corpo de Bombeiros ressaltou que o prédio já havia passado por vistoria, na qual foram relatadas as péssimas condições do local às autoridades do município. Em um segundo momento, o objetivo é apurar quais autoridades receberam as informações sobre as condições do prédio. De acordo com a corporação, os compartimentos entre os andares eram divididos por madeira, o que ajudou a propagar as chamas.
