Foto: Acervo/Globo, Divulgação Notisul
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Glória Menezes morreu aos 91 anos, no Rio de Janeiro, deixando uma trajetória de mais de seis décadas dedicada à arte. Com trabalhos no teatro, cinema e televisão, a atriz participou de momentos importantes da história da dramaturgia brasileira e interpretou personagens que atravessaram gerações.
Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Glória iniciou a carreira artística no teatro no fim da década de 1950. Pouco depois, passou a atuar também nas telas e construiu uma das carreiras mais longevas da televisão brasileira.
Do teatro aos primeiros marcos no cinema e na TV
A trajetória de Glória Menezes ganhou projeção nacional no início da década de 1960.
No cinema, interpretou Rosa em O Pagador de Promessas, lançado em 1962. O longa entrou para a história ao se tornar o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
No ano seguinte, a atriz participou de outro momento histórico. Ela protagonizou 2-5499 Ocupado, exibida em 1963 e considerada a primeira telenovela diária produzida no Brasil.
A partir desses trabalhos, Glória consolidou sua presença na dramaturgia e passou a integrar produções que marcaram diferentes períodos da televisão nacional.
Personagens atravessaram gerações
Ao longo de mais de seis décadas, Glória Menezes interpretou dezenas de personagens em novelas, séries, filmes e peças teatrais.
Entre os trabalhos de maior destaque na televisão estão Irmãos Coragem, Pai Herói, Brega & Chique, Rainha da Sucata, A Próxima Vítima, Torre de Babel e A Favorita.
Em Brega & Chique, viveu Rosemere, enquanto em Rainha da Sucata interpretou Laurinha Figueroa. Os papéis estão entre os mais lembrados de sua carreira.
A atriz permaneceu em atividade durante diferentes fases da televisão brasileira, acompanhando mudanças na linguagem, na produção e na forma de fazer teledramaturgia.
Legado se confunde com a história da dramaturgia brasileira
A carreira de Glória Menezes acompanhou parte significativa da evolução da televisão no país. Das primeiras novelas diárias às grandes produções nacionais das décadas seguintes, sua presença tornou-se recorrente para diferentes gerações de espectadores.
No cinema, a participação em O Pagador de Promessas também colocou seu trabalho em uma produção que alcançou um reconhecimento internacional ainda único para o Brasil no Festival de Cannes.
No teatro, onde iniciou sua caminhada profissional, construiu outra parte de uma trajetória marcada pela atuação em diferentes formatos.
Com mais de 60 anos dedicados à profissão, Glória Menezes deixa como legado uma extensa produção artística e personagens que permanecem ligados à memória da televisão, do cinema e do teatro brasileiro.
Glória Menezes deixa três filhos, netos e uma trajetória artística que marcou diferentes gerações. Seu legado permanece na história da dramaturgia brasileira, construído ao longo de mais de seis décadas de dedicação ao teatro, ao cinema e à televisão.
