
Karen Novochadlo
Tubarão
Hoje, a greve dos professores estaduais chega ao 28º dia. Mas as negociações parecem não avançar. O governo estadual ameaça entrar na justiça para contestar a paralisação. E, por enquanto, as negociações estão encerradas oficialmente.
Estas medidas serão tomadas depois que o governo reunir-se com os deputados da base aliada e com o secretariado, ainda nesta semana. “A greve é um direito legal. É uma luta importante para a conquista de criciúma”, explica a coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) na região de Tubarão, Terezinha Botelho Martins.
Ontem, o secretário adjunto estadual de educação, Eduardo Deschamps, teria sinalizado a possibilidade de marcar uma nova rodada de negociações. Mas nada ainda foi confirmado.
Um encontro com os pais de alunos será realizado hoje, às 19h30min, no Espaço Integrado de Artes da Unisul, em Tubarão. O objetivo é esclarecer os motivos da greve. Os professores, em todo estado, participarão de uma campanha para a doação de sangue ao Hemosc, que está com os estoques baixos. Ontem, na Cidade Azul, os professores estaduais participaram de pequena reunião para avaliar o movimento.
A greve dos professores tem adesão de 90%, de acordo com o Sinte. Eles reivindicam a aplicação do piso nacional (R$ 1.187,00) no plano de carreira. O governo afirma que as solicitações superam o teto fixado de R$ 22 milhões.
Professores municipais sem acordo por enquanto
Os professores municipais de Tubarão reuniram-se ontem para discutir a greve e assistir a uma palestra motivacional. Hoje, é o 14º dia que os servidores estão de braços cruzados. Por enquanto, a categoria não recebeu nenhuma proposta da prefeitura.
O prefeito Manoel Bertoncini já expressou que prefere aguardar as negociações com o estado e averiguar o resultado. Os trabalhos na secretaria de educação da prefeitura são para cortar os gastos e avaliar quanto poderá ser investido no salário dos professores.
Os servidores reivindicam a aplicação do piso nacional (R$ 1.187,00). De acordo com a administração municipal, o plano precisa passar por alterações, caso contrário, será oneroso bastante aos cofres públicos.