Brasília (DF)
Os caminhoneiros entram hoje no quinto dia de manifestações contra o preço elevado dos combustíveis. Nesta quarta-feira, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou uma redução de 10% no valor do óleo diesel nas refinarias por 15 dias. A decisão, segundo ele, busca contribuir com uma possível trégua no movimento da categoria.
Em Brasília, há registros de postos fechados, com estoque de combustível zerado. Em São Paulo, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado, José Alberto Paiva Gouveia, informou que, desde o início dessa quarta-feira, os postos de abastecimento do Estado não receberam combustível, e há estoque para operar só por até três dias. No Rio de Janeiro, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Município (Sindcomb), ao menos metade dos postos da capital esteve, ontem, sem algum dos três combustíveis: gasolina, diesel ou etanol.
Ainda no Rio, os produtos comercializados nas Centrais de Abastecimento (Ceasa), principal centro de distribuição de hortifrutigranjeiros, já registram grande alta de preços. Em São Paulo, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) informa que as paralisações já causam desabastecimento nos supermercados, em especial nos itens de frutas, legumes e verduras, que são perecíveis e de abastecimento diário.
Pelo texto do acordo, os representantes das entidades de caminhoneiros que participaram da reunião (à exceção de um) comprometeram-se “apresentar aos manifestantes” os termos do acordo. Questionado se, com o anúncio, haverá normalização da situação, Padilha disse acreditar que a ‘qualquer momento’ o movimento dos caminhoneiros começará a ser ‘desativado’.
