Temer é quem vai decidir o futuro da medida, após consulta nas redes sociais.
Tubarão
A continuidade do horário de verão será uma decisão da Presidência da República. Após a conclusão de estudos que mostram que o horário não proporciona economia de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu encaminhar a questão para instâncias superiores.
Prevendo polêmica, o governo estuda fazer uma enquete nas redes sociais para deliberar sobre o assunto. O presidente Michel Temer é quem vai bater o martelo sobre a questão.
Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro. “Tendo em vista as mudanças no perfil e na composição da carga que vêm sendo observadas nos últimos anos, os resultados dos estudos convergiram para a constatação de que a adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema”, informou o MME.
O MME já havia constatado que a mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram pequena a economia de energia que o horário de verão proporcionava no passado. Autoridades do setor elétrico atribuíram sua manutenção a “questões culturais”.
Picos de consumo mudaram de horário
Não é mais a incidência de luz natural que influencia os hábitos do consumidor, mas, sim, a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança.
Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesse período. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.
Em 2016, de acordo com dados do MME, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema. O custo é considerado irrelevante para o setor.
