Ações de prevenção em todo o país
A mobilização será marcada por campanhas de conscientização em todo o Brasil, com o apoio de estados e municípios. O foco será sensibilizar a população sobre a importância de eliminar focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. De acordo com o secretário adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Rivaldo Cunha, este é o momento ideal para intensificar a prevenção, especialmente com a chegada do período de chuvas. “O aumento das chuvas também favorece a proliferação do mosquito, por isso é essencial que a população se envolva nesse esforço”, afirmou Cunha.
Entre as principais orientações estão a remoção de objetos que possam acumular água, criando condições ideais para a reprodução do mosquito. Cunha alertou que pequenas atitudes, como a eliminação de tampinhas de garrafa e recipientes deixados no quintal, podem fazer a diferença na prevenção.
Impacto das mudanças climáticas
O secretário também destacou a preocupação com os efeitos das mudanças climáticas no comportamento do mosquito transmissor. O aumento da temperatura e as variações nas chuvas e secas alteraram a biologia do Aedes aegypti, o que torna a prevenção ainda mais urgente. Cunha relatou que, em 2024, não houve uma semana com número menor de casos de dengue do que em 2023, evidenciando a gravidade da situação.
Outro fator de risco identificado por Cunha é o armazenamento improvisado de água em locais sem fiscalização, o que cria focos ideais para a proliferação do mosquito. Ele ainda mencionou a falta de controle na coleta de resíduos sólidos, o que contribui para o surgimento de novos focos.
Estado de alerta e risco de epidemia
O Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná têm sido os estados mais afetados, mas os especialistas também observam um crescimento contínuo nos casos nas regiões Sudeste e Sul, o que aumenta a preocupação. Cunha enfatizou que, apesar do aumento nos casos, há tempo e condições para evitar uma epidemia. “A mobilização cidadã é essencial para conter o crescimento da doença”, afirmou.
Os picos de dengue em 2024 ocorreram entre fevereiro e maio, com o pior mês sendo março, quando o Brasil registrou mais de 1,7 milhão de casos. A faixa etária mais afetada foi de 20 a 29 anos.
Fonte: Agência Brasil