Início Especial Governo responde ao comando de greve, mas…

Governo responde ao comando de greve, mas…

Professores de Santa Catarina fizeram a última manifestação em Florianópolis na quinta-feira. Novos atos estão programados para ocorrer nesta semana. - Foto: Rudmar Correa/Divulgação/Notisul.
Professores de Santa Catarina fizeram a última manifestação em Florianópolis na quinta-feira. Novos atos estão programados para ocorrer nesta semana. - Foto: Rudmar Correa/Divulgação/Notisul.

Jailson Vieira
Tubarão

Quase uma semana depois  que  os professores grevistas enviaram um documento aos cuidados do governador Raimundo Colombo (PSD), com os pontos necessários para iniciar as negociações, neste sábado o governador respondeu a solicitação dos grevistas. Ele aceitou dialogar com os docentes, mas reafirmou que somente quando retornarem às salas de aula.

Conforme a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte), em Tubarão, Tânia Fogaça, a proposta do governador segue o mesmo modelo de 2011. “Naquele ano, ele propôs que voltássemos à sala de aula, pois negociaria conosco em 30 dias prorrogável por mais 30, e não deu em nada. Dessa forma não podemos negociar”, observa.

A paralisação completa hoje 42 dias e tudo leva a crer que, se não ocorrer uma ‘queda de braço’ do governo ou dos grevistas não haverá negociação. Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por meio do desembargador Jorge Luiz de Borba, deu parecer favorável à secretaria de estado da educação para descontar os dias parados do salário dos professores grevistas.

Os docentes salientam temer que a situação do estado fique semelhante a do Paraná. ”Não podemos deixar de ir atrás dos nossos direitos. Na última semana ouvi em uma entrevista que um representante (deputado) da região afirmou que as manifestações populares deveriam acabar. Dessa forma, parece que deveríamos viver novamente no regime militar. Não podemos retroceder, é com as manifestações populares que conseguimos algo. Em época de campanha, esses nossos representantes são favoráveis aos apelos da população e, depois de eleitos, o que importa é a decisão do partido”, lamenta Tânia.

A pauta de reivindicações

• Realização imediata de concurso público;
• Descompactação da tabela;
• Melhores condições de trabalho;
• Estabelecimento de um calendário para o prosseguimento das negociações.

Reuniões ocorrem hoje

O comando de greve se reunirá hoje, às 9 horas, no Hotel Valerim Plaza, em Florianópolis, para avaliar o movimento, enquanto as regionais farão as suas reuniões hoje e amanhã. No Sinte de Tubarão, o encontro ocorrerá hoje à tarde, às 14h30min, no Praça Shopping e a regional de Laguna terá a sua reunião às 18 horas, no Centro Cultural Santo Antônio dos Anjos. E na próxima quarta-feira, às 13h30min, o encontro estadual será no Centrosul, na capital catarinense. Enquanto segue a indefinição, os professores continuam acampados na assembleia legislativa de Santa Catarina (Alesc) desde a última terça-feira.

Última paralisação

A última greve dos professores da rede estadual ocorreu em 2011 e os docentes paralisaram as atividades por 62 dias. Foi a maior greve da categoria já registrada em Santa Catarina. Existem possibilidades de que esta situação se repita neste ano. Na última assembleia estadual realizada recentemente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/SC), os professores mostraram-se entristecidos com as propostas apresentadas pelo governo do estado. Das promessas assumidas com o Sinte até agora, quase nenhuma foi cumprida.

Sair da versão mobile