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Greve pode chegar ao fim

Lily Farias
Laguna

A audiência no Tribunal Regional do Trabalho, ontem, em Florianópolis, foi conciliatória entre os operários que trabalham na obra de construção da ponte Anita Garibaldi, em Laguna, na BR-101, e o consórcio Camargo Corrêa-Artepa/M. Martins/Construbase, responsável pelo serviço. Os trabalhadores cruzaram os braços há uma semana, com a reivindicação de melhores salários e pagamento de horas extras.

O consórcio pediu a ilegalidade da greve e a juíza concedeu, alegando estar fora do período da data-base da categoria, que é setembro. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Santa Catarina (Sintrapav), Arnaldo Camargo de Freitas, conta que a negociação veio após a empresa propor abono de 30%, pago em cota única até o 5º dia útil de abril, e a compensação dos trabalhadores das horas paradas. A cada três horas sem trabalho, duas precisarão ser pagas durante o dia.

A comissão de negociação do sindicato marcou a apresentação da proposta aos 1.026 operários para hoje, às 7h30min, em assembleia no canteiro de obras. “É aceitar isso ou Sintrapav pagará uma multa diária de R$ 10 mil. É possível que retornemos os trabalhos imediatamente após a assembleia”, adiantou Arnaldo.

BR-101 – pistas complementares

Setep/Setorsul é o vencedor

Seis empresas e consórcios apresentaram propostas ontem e a obra será executada por R$ 50,3 milhões

Priscila Loch
Laguna

Duas empresas e quatro consórcios apresentaram interesse em duplicar e restaurar os acessos à Ponte Anita Garibaldi, em Laguna. A abertura das propostas ocorreu ontem, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) em Brasília (DF). O primeiro colocado foi o Setep/Setorsul, classificado com o valor mais vantajoso, R$ 50,3 milhões.
O consórcio encabeçado pela Setep (responsável por várias obras na região, como a pavimentação da Interpraias e a continuidade da duplicação no lote 25, entre Capivari de Baixo e Laguna) inicialmente estabeleceu em R$ 53.638.937,10 o seu preço para executar as obras. E ficou entre os três classificados na fase fechada do processo, junto com a Sulcatarinense e o Consórcio Castellar/Técnica Viária (veja os valores de partida na tabela).
Os licitantes então puderam fazer lances verbais. O Setep/Setorsul baixou o valor para R$ 53.638.937,10; a Sulcatarinense para R$ 53.800.743,61; e o Consórcio Castellar/Técnica para R$ 53.900.231,00. A partir deste momento, os dois últimos declinaram e não apresentaram mais nenhuma proposta. Já o consórcio vencedor ainda baixou o seu preço outras quatro vezes, para R$ 52,56 milhões.
Como as propostas apresentadas estavam acima do preço referencial, o presidente da Comissão Especial de Licitação, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, suspendeu a sessão por cinco minutos e reuniu-se com os demais membros, para decidir a sequência dos trabalhos.
Após sugerir aos três classificados que baixassem ainda mais os valores, os representantes da Setep e da Setorsul então fecharam o valor final de R$ 50,3 milhões. O consórcio tem até amanhã para apresentar todos os documentos, adaptados ao lance vencedor, para habilitação.

A duplicação e pavimentação da travessia urbana de Laguna custará R$ 50,3 milhões.

Propostas iniciais

• Consórcio Setep/Setorsul – R$ 53.638.937,10
• Sulcatarinense – R$ 53.800.743,61
• Terraplanagem Azza Ltda. – R$ 69.980.000,00
• Consórcio Castellar/Técnica Viária – R$ 53.900.231,00
• Consórcio Bolognesi/Engedal – R$ 54.568.264,03
• Consórcio RV/Convap – R$ 58.799.999,42

Obra será entre Cabeçuda e Bentos

O processo que visa duplicar a travessia urbana de Laguna na BR-101 começou há anos. Uma licitação chegou a ser aberta, foi cancelada, novo edital foi lançado, houve dois adiamentos de datas, suspensão do processo por um mês e meio e seis erratas.

A concorrência foi lançada em 18 de outubro do ano passado e suspensa dois meses depois. O pedido partiu do Tribunal de Contas da União (TCU), com a justificativa de que fossem alteradas a Distância Média de Transporte (DMT) do material de jazida, a forma de execução da barreira de segurança dupla e o quantitativo dos serviços de CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente), base e sub-base.

O prosseguimento foi autorizado em 30 de janeiro. A obra será executada em um trecho de 5,1 quilômetros, na região do acesso principal a Laguna, entre a região de Cabeçuda e a comunidade de Bentos.
Dois viadutos são previstos no projeto, assim como ruas laterais para acesso à cidade, uma passarela e uma passagem inferior para pedestres. O prazo de vigência do contrato é 720 dias consecutivos, contados a partir da ordem de serviço.

 

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