Tubarão
A decisão foi unânime e os policiais civis rejeitaram a tabela de reajuste salarial sugerida pelo governo do estado, nesta segunda-feira. A exemplo de Araranguá e Criciúma, cerca de 25 profissionais participaram de uma reunião ontem, no início da noite, na Delegacia Regional de Tubarão para analisar a tabela.
“A categoria entende que é mais uma proposta indecente e caminhamos rumo à greve no próximo dia 25. Sabemos dos transtornos, mas a situação é insustentável. O governo propôs uma tabela, porém com um subsídio parcial. Eles oferecem 85%, mas com 15% de uma indenização que faz com que também perdemos na aposentadoria, é só a troca do nome”, explica o agente de Polícia Civil, Arilson Carlos Nazario.
Policiais civis da Cidade Azul, Capivari de Baixo, Braço do Norte e Pedras Grandes estiveram no encontro. Hoje ocorrerá uma grande assembléia na cidade de Joinville.
E o movimento sindical tomará mais força com mobilizações, desde o uso das camisetas do descaso até o fechamento de delegacias e a ausência de alguns atendimentos. Setores de documentação, alvará, registro de ocorrências, vistorias, poderão não funcionar. As delegacias estarão abertas somente para urgência e emergência, como flagrantes ou investigações de homicídios.
“Esse prazo para entrarmos oficialmente em greve poderá ser diminuído, pois há muito desgaste em relação ao governo”, finaliza Nazário. Entre as reivindicações da categoria, a principal é o reajuste salarial, que não ocorre há 12 anos e tem sido o motivo da grande evasão de policiais.