Jailson Vieira
Florianópolis
A paralisação dos petroleiros chega hoje ao seu nono dia. Com a greve, a produção de petróleo e gás no Brasil tem sido afetada. Os reflexos na economia já começam a aparecer. Os representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) salientam que o impacto é de 450 mil barris de petróleo por dia. De acordo com a direção da Petrobrás, o número é de 270 mil, o que corresponde a 13% na produção diária.
Com a suspensão dos serviços dos petroleiros e com a paralisação dos caminhoneiros deflagrada ontem em alguns estados, o consumidor demonstra preocupação com a possível falta de combustível no país.
Conforme o presidente em exercício do Sindicato de Revendedores Varejistas de Combustíveis (Sindicomb) da região sul de Santa Catarina, Luiz Ângelo Sombrio, os postos de combustíveis não serão afetados. “Não temos problemas com os estoques de combustíveis. Eles estão cheios. A base em Itajaí e Biguaçu está dentro da capacidade. Mas, se a greve dos caminhoneiros se estender, podemos ter algum problema”, esclarece.
Os petroleiros reivindicam o reajuste salarial de 18%. Na semana passada, o sindicato rejeitou a proposta da Petrobras de um aumento de 8,11%. Os grevistas protestam também contra o plano de venda de ativos da estatal e pedem a manutenção dos direitos trabalhistas.