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Grevistas discutem fim do movimento

Alguns bancos afixaram informativos em caixas eletrônicos sobre os transtornos causados pela greve dos funcionários de carros-fortes. Adesão reduziu. Proposta ainda é avaliada  - Fotos: Sintravasc/Notisul
Alguns bancos afixaram informativos em caixas eletrônicos sobre os transtornos causados pela greve dos funcionários de carros-fortes. Adesão reduziu. Proposta ainda é avaliada - Fotos: Sintravasc/Notisul

Rafael Andrade
Tubarão

Uma proposta de 10,5% de aumento e R$ 29,00 de diária agradou parcialmente os funcionários de transportadoras de valores que atuam no estado. Na região de Tubarão, a empresa Brinks voltou aos trabalhos, já a Prosegur manteve a paralisação, que já entra para o seu sexto dia. Com a manutenção do movimento, mesmo que agora mais enfraquecido, vários bancos reduziram os limites de saques, principalmente nos caixas eletrônicos.

Neste sábado, às 14 horas, o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc), Vilson Soares dos Santos, passará pela Cidade Azul para tratar um possível fim da greve. “Recebemos esta proposta, a qual foi indicada e mediada pelo desembargador Jorge Luiz Volpato, do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC), nesta sexta-feira. Agora, vamos visitar todas as regiões do estado e apresentar aos grevistas. É melhor esta agora do que nada”, compara Vilson.

O sindicato patronal pretende fixar 9% de aumento, o que gerou o início do movimento. A classe pede acréscimo real entre 12 a 14%. O TRT determinou multa caso algum profissional seja impedido de trabalhar. “Não impedimos ninguém, nem os obrigamos em aderir à paralisação. Todos são livres para fazer o que bem entenderem. No entanto, mostramos muita força com uma greve que chegou a ter 98% de apoio dos cerca de 1,7 mil funcionários”, enumera Vilson. 

Segundo o TRT, as atividades dos trabalhadores do transporte de valores não estão entre as essenciais previstas no artigo 10 da lei número 7.783/89, conhecida como Lei de Greve. Por esta razão, não é possível fixar um percentual mínimo de trabalhadores durante a paralisação. Foi fixada uma multa de R$ 50 mil ao dia caso haja descumprimento da decisão de impedimento à função por parte do Sintravasc. Na próxima semana, deve ser julgado o dissídio coletivo da categoria.

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