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Grupo vive maus momentos na água

Os heróis do início da noite deste sábado não foram os de quadrinho ou das telas da televisão. Denis, Luan e Airton fizeram a diferença. Foto: Divulgação/Notisul
Os heróis do início da noite deste sábado não foram os de quadrinho ou das telas da televisão. Denis, Luan e Airton fizeram a diferença. Foto: Divulgação/Notisul

Jaguaruna

A diversão para sete pessoas que se banhavam na Praia da Esplanada, em Jaguaruna, não terminou bem neste sábado. Por volta das 19 horas, o grupo – um homem de 38 anos e cinco adolescentes com idades entre 12 e 16 anos de Urussanga – foi arrastado por uma correnteza e viveu maus momentos. 

Eles estavam a 400 metros do posto de guarda-vidas, fora da abrangência, que é de 200. Uma garota de 14 anos, filha do adulto, foi retirada da água com afogamento grau 1. Os procedimentos foram feitos pelos guarda-vidas na beira do mar, inclusive com a utilização de equipamento de oxigênio.

Felizmente todos saíram ilesos. No entanto, o banho do grupo foi considerado um risco para o guarda-vidas militar Luan de Pieri, de Tubarão. Ele e dois guarda-vidas civis, Denis Paulo e Airton Garbin, também se arriscaram ao fazer o resgate, pois a quantidade dos profissionais foi pequena em relação ao número de banhistas. 

“Eles não mediram esforços, estavam sem nenhum tipo de equipamento mecânico, só com as nadadeiras e uma espécie de boia pequena flutuante”, conta a tubaronene Emily Queiroz, de 28 anos. Ela estava no local, e entrou em contato para enaltecer o trabalho dos guarda-vidas.    

“Por meio do binóculos, vimos o grupo sendo arrastado por uma corrente, era um local fundo com ondas de um metro. Primeiro fomos em dois, depois a ajuda do Airton foi muito importante. As vítimas saíram desfalecidas da água”, conta o guarda-vidas militar Luan de Pieri. O trabalho de resgate durou cerca de 20 minutos. Duas pessoas moreram afogadas nesta temporada, em Laguna. 

Alerta é feito pelos bombeiros
A primeira orientação é para as pessoas não tomarem banho em locais desguarnecidos pelos guarda-vidas. “A recomendação é cuidado extremo, o ser humano é vulnerável. Em minutos, o mar se transforma, enche”, avisa Luan. Conforme ele, nesta temporada o mar tem muitos buracos e correntes de retorno. É quando os mais inexperientes sofrem o afogamento. “No ano passado, não havia muitos buracos”.

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