Início Especial Guardas devem retornar às ruas somente em 2017

Guardas devem retornar às ruas somente em 2017

Viaturas da GMT estão paradas há um mês no pátio de secretaria
Viaturas da GMT estão paradas há um mês no pátio de secretaria

Rafael Andrade
Tubarão

O ano é político, a burocracia é maior, a necessidade é evidente. O assunto é segurança e trânsito. O protagonista é, como sempre, o cidadão, que fica em meio aos principais assuntos públicos da cidade e do seu dia a dia. Aliás, o município em questão é o principal, de maior população e o mais rico da região: Tubarão, que deve ficar sem os trabalhos de seus 35 guardas municipais nas ruas neste ano.

No entanto, a corporação mantém o expediente de guarnição do patrimônio da prefeitura, como museu, algumas fundações e secretarias, além de ceder profissionais que atuam com procedimentos administrativos na Central de Plantão Policial (CPP) e na Delegacia de Trânsito e Crimes Ambientais. E, segundo o guarda municipal Maciel Brognoli, que está desde o primeiro concurso (2006) no cargo, todos trabalham sem uniformes e ninguém utiliza as viaturas. “Vamos até esses pontos com nossos carros, exclusivamente para realizar ações internas. Não saíamos às ruas porque estamos sem a possibilidade legal, neste momento, de portar arma de fogo”, explica.

O vice-presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Santa Catarina (Sindiguardas), Ronaldo da Rosa Damázio, lamenta a atual situação em que se encontra o grupo tubaronense. Ele indica o problema a uma grande burocracia evidente dentro da própria prefeitura, responsável pelo pagamento de um curso obrigatório para a retomada do uso da arma de fogo, que não pode, desde a última segunda-feira, mais ser realizado por instituições militares, conforme o parágrafo 3º do artigo 12º da Lei 13.022, o estatuto federal das guardas, que entrou em vigor nesta semana. “Com isso, ainda precisamos passar pelo curso, mas agora via instrução da Polícia Rodoviária Federal (PRF) – o que é extremamente burocrático, já que a solicitação precisa ser encaminhada a Brasília – ou da Polícia Civil, que já nos adiantou, por meio da Academia da Polícia Civil (Acadepol), que não poderá realizar o procedimento neste momento porque está em fase de preparação de novos agentes da própria entidade. Acho muito difícil de sair este curso antes das eleições e até mesmo neste ano”, lamenta Damázio. 

“Foi encaminhado ofício à PRF e à Acadepol para saber a disponibilidade de período e firmar convênio para ministrar o curso. Aguardamos resposta”, resume um comunicado da prefeitura.

Patrício Lima: Deu ‘porco’ no 1º dia de mão única 

São três faixas de rolamento, serão instalados, nos próximos dias, tachões para uma ciclovia, e pintadas algumas faixas de pedestres. Mas até os milhares de motoristas de Tubarão e região, que costumam utilizar a avenida Patrício Lima, que corta três bairros: Humaitá de Cima, Humaitá e Centro, perceberam a mudança de fluxo – passou a ser mão única ontem – a atenção precisa ser redobrada.
Comerciantes locais informaram à reportagem do Notisul que presenciaram pelo menos duas colisões ontem, entre o trevo de acesso à BR-101 e as proximidades do Banco Itaú (apenas ponto de referência). Foi justamente neste trecho da via que o fluxo foi modificado.
O maior entrave, pelo menos até que toda a sinalização horizontal seja concluída, é justamente no cruzamento com a marginal da rodovia federal, onde, agora, os motoristas são obrigados a parar. A preferencial é de quem está na Patrício Lima.


 

 

 

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