O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A previsão é que a saída ocorra na quinta-feira (19), segundo fontes próximas ao ministro.
A decisão atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. O movimento também segue as exigências da legislação eleitoral brasileira, que determina que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções até seis meses antes da eleição para concorrer a cargos eletivos.
Desincompatibilização é exigência da lei eleitoral
Pela legislação eleitoral, ministros e outras autoridades que pretendem disputar eleições precisam se desincompatibilizar, ou seja, deixar seus cargos dentro do prazo estabelecido.
Para o pleito de 2026, o prazo limite ocorre no início de abril. A saída de Haddad ainda em março permitiria cumprir a exigência legal.
O processo de desincompatibilização é comum em anos eleitorais e busca evitar o uso da estrutura administrativa em benefício de campanhas.
Disputa pelo governo paulista
Caso confirme a candidatura, Haddad deve enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pesquisas recentes indicam um cenário competitivo no estado. Levantamento do Datafolha divulgado no fim de semana aponta Tarcísio com 44% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 31%.
Apesar da diferença, aliados do governo federal avaliam que o ministro possui desempenho melhor do que outros nomes cogitados, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra Simone Tebet.
Cenário nacional também pesa na decisão
A decisão também ocorre em meio a um cenário considerado mais disputado na corrida presidencial.
Pesquisas recentes indicam um segundo turno apertado entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em simulações eleitorais.
Dentro do governo, a avaliação é de que a presença de Haddad na disputa em São Paulo pode ter impacto político relevante, já que o estado é o maior colégio eleitoral do país.
Próximos passos
Com a saída do Ministério da Fazenda prevista para a próxima semana, o governo federal deverá definir quem assumirá o comando da pasta de forma interina ou definitiva.
A candidatura de Haddad ao governo paulista ainda precisará ser formalizada pelo partido durante as convenções partidárias, previstas para ocorrer nos meses que antecedem a campanha eleitoral.
