Priscila Loch
Tubarão
O fim do returno da Divisão Especial do Campeonato Catarinense completou um mês terça-feira e os classificados ao quadrangular final continuam sem saber exatamente que dia voltam a campo para uma disputa oficial. Para que os jogos sejam agendados, é preciso que Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgue antes os processos de Porto e Concórdia.
Explica-se: o Hercílio Luz herdou a vaga de Concórdia e a Camboriunse a do Porto. Os times foram desclassificados pela escalação de jogadores em situação irregular, mas entraram com recurso e a competição está ‘emperrada’. O julgamento primeiro seria no último dia 8, depois passou para 15 (hoje) e ontem foi ‘transferido’ para a próxima quinta-feira. “O problema é que se acha que será dia 22, mas o STJD não marcou nada, então não se pode ter certeza”, lamenta o supervisor de futebol do clube tubaronense, André Barcelos.
O grande problema é que o adiamento traz prejuízos financeiros às quatro equipes que disputarão duas vagas à Divisão Principal do Estadual (Hercílio, Imbituba, Camboriuense e Juventus). No Leão do Sul, por exemplo, a despesa mensal – sem contar as viagens – gira em torno de R$ 60 mil. “É ruim, porque o grupo está parado, esperando para jogar novamente. Mas vamos continuar a trabalhar, quem está na chuva é para se molhar”, reclama o vice-presidente do clube, Cláudio Fernandes.
O elenco do Hercílio Luz continua os trabalhos no Estádio Anibal Costa, sob supervisão do novo técnico, Osmar Magalhães. A diretoria tenta marcar um jogo-treino, mas está difícil. “Tentamos o Avaí, mas eles estão sem data por conta da Copa Santa Catarina”, relata o vice-presidente Claudio Fernandes. “Buscamos outro adversário, mas não acredito que conseguiremos”, lamenta o supervisor de futebol do Leão do Sul, André Barcelos.
