Início Geral HIV entre adultos jovens cresce 43%

HIV entre adultos jovens cresce 43%

TUBARÃO

No Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado hoje, a secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) alerta para o crescimento do número de casos de infecções pelo HIV, o vírus da Aids, especialmente entre os adultos jovens. Desde 2014, quando a infecção pelo HIV passou a ser de notificação obrigatória, o número de casos entre pessoas de 20 a 34 anos saltou de 757 para 1.051, em 2015, e para 1.080, em 2016. Esse grupo corresponde a 54% do total de 1.974 casos de HIV registrados no Estado no ano passado, de acordo com os dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da SES/SC.

“Esses dados indicam duas realidades distintas. Por um lado, estamos ampliando o diagnóstico precoce do HIV, a partir da maior adesão de gestores, profissionais de saúde e cidadãos ao Teste Rápido. Por outro, comprovamos que a maioria das pessoas continua se descuidando da prevenção, ou seja, não está usando preservativo nas relações sexuais”, considera Dulce Quevedo, gerente de Vigilância das DST/Aids e Hepatites Virais da Dive.

Segundo Dulce, apesar de todos os avanços em pesquisas e métodos de prevenção, o uso da camisinha – masculina e/ou feminina – continua sendo a forma mais simples e eficiente de proteção contra o HIV. “E, também, previne outras 11 infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, hepatites virais e gonorreia”, complementa.

É importante destacar que nem todas as pessoas infectadas pelo HIV terão Aids a médio ou curto prazo. Porém, mesmo sem desenvolver a doença, a pessoa portadora do vírus HIV poderá transmiti-lo. “A doença pode demorar até dez anos para se manifestar. Ao desenvolver a Aids, o HIV inicia um processo de destruição de um dos tipos de glóbulos brancos do organismo da pessoa doente, os linfócitos T CD4 (ou simplesmente CD4). Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico (de defesa) dos seres humanos, sem eles o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem surgir e complicar a saúde da pessoa, e que serão responsáveis pela morte do paciente não tratado”, explica o médico infectologista Eduardo Campos de Oliveira, técnico da Dive/SC.

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