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Homem é condenado a 33 anos de prisão por latrocínio de idoso

#ParaTodosVerem Na foto, um juiz togado escreve em um papel branco. Em frente dele há um malhete
- Foto ilustrativa | Divulgação

O juízo da 2ª Vara da Comarca de Içara condenou um homem de 29 anos por latrocínio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores. Sua pena foi fixada em 33 anos de reclusão. O crime ocorreu em janeiro de 2019, no bairro Lagoa dos Esteves, em Balneário Rincão, e teria sido planejado pela filha da vítima para subtrair uma suposta quantia em dinheiro que o idoso guardava em casa. Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, a vítima, um homem de 69 anos, teria aberto o portão e dado acesso à residência a sua filha após identificação por interfone. Ela estava em um veículo na companhia do réu, outros dois homens e um adolescente.

Ao entrar na casa, o grupo anunciou o roubo, atingiu o homem na cabeça com o cabo de uma arma de fogo e o amarrou com a exigência de dinheiro. Do local, eles subtraíram um acordeon, dois botijões de gás, um motoesmeril, um lava-jato e uma roçadeira, dois aparelhos de televisão, além de R$ 500 em espécie e diversos gêneros alimentícios e de higiene pessoal. Na sequência, o réu e o adolescente teriam colocado a vítima dentro do próprio carro, onde foi golpeada no peito com uma arma branca e levada até a localidade de São Francisco, em Nova Veneza, a cerca de 50 quilômetros de distância da residência.

No local, o homem foi novamente golpeado, na nuca e no pescoço, e as lesões ocasionaram a sua morte. O cadáver foi ocultado em um local de mata fechada. O veículo do idoso foi levado novamente até Balneário Rincão e incendiado, bem como a residência da vítima. A investigação do caso iniciou quando o carro foi encontrado queimado e, ao procurarem pelo proprietário, os policiais depararam-se com a casa vazia e também incendiada.

O homem foi condenado por latrocínio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores a 33 anos e sete meses de detenção, em regime inicial fechado. Os outros três réus envolvidos no crime, inclusive a filha, foram condenados em ação separada, com sentença proferida em dezembro de 2019, a penas entre 32 anos e 33 anos e seis meses de reclusão. Cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Os processos tramitam em segredo de justiça.

Fonte: Tribunal de Justiça de Santa Catarina

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