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O assassinato de três irmãos em Sangão, ocorrido nesta semana, recolocou em discussão a violência nos municípios do Sul de Santa Catarina. Um levantamento regional sobre homicídios, abrangendo 48 cidades entre Paulo Lopes e Passo de Torres, contabilizou 35 vítimas entre janeiro e setembro de 2026, diante de 34 no mesmo período do ano passado.
As vítimas do crime em Sangão foram identificadas como Lucas Gabriel, Matheus e Anderson Bruno da Silva Araújo. Os corpos foram encontrados na segunda-feira (19), no bairro Garganta. A Polícia Civil investiga as circunstâncias e a autoria das mortes.
A ocorrência acrescenta três vítimas ao levantamento regional, elevando para pelo menos 38 o total parcial considerado em 2026. O número ainda depende da inclusão dos demais registros de outubro e da atualização das estatísticas oficiais.
Homicídios apresentam pequena variação em relação a 2025
A comparação dos primeiros nove meses dos dois anos aponta uma diferença de uma vítima, equivalente a aproximadamente 2,9% de aumento.
Embora o resultado indique relativa estabilidade no período analisado, o assassinato de três pessoas em uma mesma ocorrência demonstra como episódios de múltiplas vítimas podem modificar os indicadores de violência em municípios de menor população.
O levantamento considera uma área de 48 municípios, que reúne cidades litorâneas, centros urbanos, localidades rurais e municípios próximos às encostas da Serra Geral.
Sangão passa a integrar balanço de outubro
O triplo homicídio registrado em Sangão acrescenta três mortes ao acompanhamento regional, mas não permite estabelecer o total completo do mês de outubro.
Para a consolidação dos números, é necessário incorporar os demais homicídios registrados no período e conferir eventuais atualizações ou reclassificações realizadas pelas autoridades.
A investigação sobre a morte dos três irmãos está sob responsabilidade da Polícia Civil. As informações disponíveis neste levantamento não permitem estabelecer a motivação do crime.
Monitoramento dos 48 municípios
A análise da violência regional exige acompanhamento contínuo dos registros policiais, especialmente para identificar a concentração de homicídios, as variações entre municípios e o comportamento dos indicadores ao longo do ano.
Também é importante distinguir homicídios dolosos, feminicídios e outras categorias de mortes violentas, respeitando os critérios utilizados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina.
O episódio de Sangão amplia a atenção sobre a segurança pública no Sul catarinense e reforça a importância da divulgação periódica de dados oficiais, permitindo que a população acompanhe a evolução dos indicadores.
