Rafael Andrade
Tubarão
Começa à meia noite deste sábado o horário de verão. E neste ano já na sua “nova versão”. Os relógios devem ser adiantados em hora. Desde o ano passado, o horário passou a ter um período de início e término definido por decreto federal.
Com isso, os relógios precisam ser alterados sempre no terceiro domingo deste mês outubro e, no ano seguinte, no terceiro domingo de fevereiro. Na última edição do horário de verão (19 de outubro de 2008 a 15 fevereiro deste ano) foi apontada uma redução de 4,28% na demanda e 0,6% no consumo do sistema elétrico na área de concessão da Celesc.
O diretor comercial da Celesc em Tubarão, Pedro Paulo Souza, explica qual a hora correta do consumidor economizar energia. “O pico de consumo é entre 18h30min e 21h30min. Com o novo horário, por volta das 20 horas ainda está claro. Mas para ter economia real, as pessoas têm que se atentarem e não ascender lâmpadas enquanto não anoitece. Outra dica é dividir bem a hora do banho dos integrantes da família. O interessante é não tomar banho no horário de pico, assim, o consumo de energia será reduzido”, ensina Pedro.
Com o horário de verão, o país economiza combustível na geração térmica, que seria necessária para garantir a confiabilidade do sistema elétrico durante esse período do ano, e reduz (ou até mesmo elimina, em alguns casos) cortes no abastecimento.
Para o consumidor final, o principal benefício é que, com os dias mais longos, não há ajustes tarifários decorrentes de investimentos para atender esse acréscimo sazonal na demanda da hora de ponta.
História
A instituição do horário de verão é adotado porque os dias são mais longos em função da posição da Terra em relação ao Sol.
A ideia de adiantar os relógios para aproveitar melhor as horas de sol foi lançada em 1784, nos Estados Unidos, por Benjamin Franklin. Porém, como na época ainda nem existia luz elétrica, o sistema não foi adotado. O primeiro país a oficializar o horário de verão foi a Alemanha, durante a Primeira Guerra Mundial.
No Brasil, o horário especial passou a integrar o calendário em 1985. Inicialmente, a abrangência foi reduzida até que, em 2003, atingiu a atual: adotam o horário de verão apenas as regiões sul, sudeste e centro-oeste. Até 2007, a duração e a abrangência geográfica do horário diferenciado eram definidas anualmente por decreto da presidência da República.
