FOTO Unimed Tubarão Divulgação Notisul
Tubarão passou a contar com uma nova técnica para o tratamento de pacientes com tumores que atingem o peritônio. O Hospital Unimed Tubarão realizou pela primeira vez na cidade a PIPAC, sigla para quimioterapia intraperitoneal pressurizada em aerossol.
O primeiro procedimento foi conduzido pelo cirurgião oncológico Dr. Luiz Henrique Locks. Segundo o hospital, a implantação da técnica amplia as possibilidades de atendimento oncológico na região e pode evitar que pacientes selecionados precisem se deslocar para grandes centros.

Como funciona a PIPAC
A PIPAC é realizada por videolaparoscopia, técnica considerada minimamente invasiva. Durante o procedimento, o medicamento quimioterápico é transformado em uma espécie de névoa e aplicado diretamente na cavidade abdominal sob pressão.
De acordo com as informações divulgadas pelo hospital, a técnica permite distribuir o medicamento de forma mais uniforme sobre as lesões presentes no peritônio. A quantidade utilizada é menor do que na quimioterapia administrada de forma sistêmica.
A PIPAC em Tubarão pode ser indicada para casos selecionados de tumores de estômago, ovário, cólon e pâncreas quando existe comprometimento do peritônio.
Nessas situações, o objetivo do tratamento é controlar a evolução da doença, reduzir sintomas e contribuir para a qualidade de vida do paciente. A indicação depende da avaliação médica de cada caso.
Tratamento passa a ser oferecido mais perto dos pacientes da região
Para o cirurgião Luiz Henrique Locks, a implantação do procedimento representa uma nova possibilidade para pacientes que enfrentam esse tipo de comprometimento oncológico.
“A PIPAC é uma alternativa importante para pacientes que apresentam doença no peritônio e que, muitas vezes, tinham opções terapêuticas bastante limitadas. O objetivo do procedimento é controlar a doença e aliviar sintomas, buscando oferecer mais qualidade de vida.”
O médico também destaca o impacto regional da disponibilização da técnica.
“Poder realizar essa técnica em Tubarão significa também oferecer ao paciente um tratamento especializado próximo de sua casa, sem a necessidade de deslocamento para grandes centros.”
Primeiro procedimento teve acompanhamento de especialista
A primeira realização da técnica no hospital contou com o acompanhamento do Dr. Eduardo Dipp, profissional que, conforme a instituição, desenvolveu o dispositivo utilizado para aplicação da PIPAC no Brasil, tendo como referência um modelo europeu.
Segundo o hospital, Dipp participa da implantação da técnica em diferentes centros brasileiros. Em Tubarão, o especialista também acompanhou a capacitação da equipe local.
O procedimento envolveu profissionais das áreas de cirurgia oncológica, anestesia, enfermagem, farmácia e oncologia clínica.
“Um procedimento como esse não depende apenas da tecnologia. Ele exige uma estrutura hospitalar preparada e uma equipe multiprofissional capacitada para garantir segurança em todas as etapas do atendimento”,
explica Dr. Locks.
Com a implantação, o Hospital Unimed Tubarão passa a oferecer localmente a PIPAC para pacientes que atendam aos critérios médicos para o procedimento.