
Eduardo Zabot
Laguna
A preocupação do administrador do Porto Pesqueiro de Laguna, Luis Miguel Rivas, não é com a redragagem do Rio Tubarão, mas sim com as consequências da obra no complexo Lagunar. O projeto de desassoreamento prevê a remoção de areia em trecho de 29,7 quilômetros, entre a área urbana de Tubarão e a foz, na Cidade Juliana.
Contudo, atenta Luis Miguel, a redragagem vai acelerar a velocidade do Rio Tubarão e, com isso, a quantidade de sedimentos que as águas levarão para a Lagoa Santo Antônio dos Anjos será muito maior do que o observado hoje.
“Não sou contra o projeto, pelo contrário. Porem, não podemos esquecer do potencial que tem a Lagoa Santo Antônio dos Anjos. O turismo, a pesca e o desenvolvimento econômico em torno deste manancial pode ser perdido se a obra não for bem projetada”, alerta Luis Miguel.
Uma solução para evitar isso, segundo ele, seria a redragagem completa de todo o complexo, o que incluiria também o desassoriamento da lagoa. O Porto de Laguna contratou uma empresa para realizar a batimetria de parte da lagoa.
Esse é o trabalho inicial para o desassoreamento, quando vai facilitar a entrada e saída dos barcos pesqueiros. Hoje, a profundidade da lagoa no Porto é de até três metros, o que fica inviável para atracação de embarcações maiores.