FOTO CBMSC Divulgação Notisul
Tempo de leitura: 3 minutos
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma fábrica de ração na madrugada de sábado (17), na comunidade de Ponte Baixa, em São Ludgero, no Sul de Santa Catarina. A ocorrência mobilizou 32 bombeiros militares de cinco municípios e exigiu o uso de aproximadamente 740 mil litros de água. Cerca de 100 toneladas de material combustível foram consumidas pelas chamas. Apesar da intensidade do fogo, os bombeiros conseguiram preservar 5,5 mil dos 8 mil metros quadrados da estrutura industrial.
O Corpo de Bombeiros Militar de São Ludgero foi acionado por volta das 2h54 para atender à ocorrência na Estrada Geral de Ponte Baixa. Ao chegar ao local, a guarnição confirmou a gravidade do incêndio e solicitou reforços para impedir que as chamas avançassem sobre outras áreas da empresa.
Funcionários que trabalhavam durante a madrugada tentaram combater o foco inicial utilizando extintores e o sistema hidráulico preventivo da fábrica. Entretanto, a elevada quantidade de materiais combustíveis favoreceu a propagação do fogo, tornando necessária uma operação de grandes proporções.
Incêndio mobiliza bombeiros de cinco municípios
A complexidade da ocorrência exigiu o deslocamento de equipes de São Ludgero, Braço do Norte, Orleans, Criciúma e Tubarão.
Ao todo, 32 bombeiros participaram dos trabalhos, que envolveram sete caminhões de combate a incêndio, entre eles três caminhões-tanque, além de uma autoescada mecânica e viaturas de apoio.
A primeira etapa da operação consumiu os 40 mil litros da reserva técnica de incêndio da própria indústria e outros 300 mil litros de água transportados pelas viaturas.
Com a continuidade do combate e do rescaldo, foram empregados mais 400 mil litros de água e 80 litros de líquido gerador de espuma (LGE), produto utilizado para auxiliar na extinção de determinados tipos de incêndio.
Somados, os volumes chegaram a aproximadamente 740 mil litros de água, o equivalente a 740 metros cúbicos.
A operação foi inicialmente coordenada pela capitã Bárbara, oficial de dia do Corpo de Bombeiros Militar. Após a troca das guarnições, às 8h de sábado, o primeiro-tenente Deschamps assumiu o gerenciamento dos trabalhos.
Máquinas pesadas ajudam a controlar as chamas
A elevada carga de incêndio, provocada pela presença de grande quantidade de material combustível, exigiu uma estratégia que foi além da aplicação de água.
Durante as etapas de redução das chamas e rescaldo, os bombeiros utilizaram empilhadeiras, dois caminhões-caçamba, dois tratores e um trator de esteira para movimentar os materiais armazenados na indústria.
A retirada dos resíduos queimados e dos produtos que ainda poderiam alimentar o fogo permitiu ampliar o acesso das equipes aos pontos de combustão.
Segundo o relatório do 8º Batalhão de Bombeiros Militar, aproximadamente 100 toneladas de material combustível foram consumidas pelo incêndio.
A operação conseguiu preservar cerca de 68,75% da área total da empresa. Dos 8 mil metros quadrados da indústria, 5,5 mil metros quadrados foram protegidos da propagação do fogo.
O relatório não apresenta uma estimativa dos prejuízos financeiros provocados pelo sinistro.

Causas do incêndio ainda precisam ser esclarecidas
A origem das chamas ainda deverá ser esclarecida por meio dos procedimentos de investigação aplicáveis à ocorrência.
O comunicado dos bombeiros também não informa a existência de feridos.
Até a atualização do relatório encaminhado à imprensa, as equipes permaneciam mobilizadas na operação.
Incêndios em instalações industriais que armazenam grandes quantidades de materiais combustíveis exigem atenção especial à propagação do calor e à possibilidade de reignição. Mesmo depois da redução das chamas, materiais acumulados podem manter focos de combustão em seu interior.
Por essa razão, o rescaldo representa uma etapa fundamental do trabalho dos bombeiros, permitindo identificar e eliminar pontos quentes e reduzir o risco de que o incêndio volte a se intensificar.
A ocorrência em São Ludgero demonstra a importância da atuação integrada das unidades do Corpo de Bombeiros Militar da região, especialmente em situações que exigem grande volume de água, equipamentos especializados e substituição de equipes durante operações prolongadas.