Início Especial Indefinição quanto à nova gestão

Indefinição quanto à nova gestão

A expectativa do prefeito é que a duplicação da via do acesso ao porto esteja no orçamento da União do próximo ano.
A expectativa do prefeito é que a duplicação da via do acesso ao porto esteja no orçamento da União do próximo ano.

Angelica Brunatto
Imbituba

Ainda não há uma definição quanto ao futuro da gestão do Porto de Imbituba. E isso preocupa a muita gente, principalmente os membros do Conselho de Autoridade Portuária (CAP).
Hoje, o porto, que pertence ao governo federal, é administrado pela Companhia Docas, que possui a concessão há quase 70 anos. E é justamente em 15 de dezembro deste ano que o período acaba, e uma solução deve ser encontrada. “Não pode passar uma hora deste prazo. E não há mais tempo para fazer uma licitação para uma concessão privada”, lamenta o presidente do CAP, Gilberto Barreto.

O presidente também lembra que há alguns meses a Companhia Docas reivindicou à Secretaria dos Portos da União para que o prazo fosse estendido por mais 40 meses. “Isto seria uma compensação pelo tempo que o porto ficou sob o comando do governo durante a 2ª guerra mundial, na década de 1940. Mas isto ainda está em estudo”, conta Gilberto.

Para o conselho, uma solução seria uma parceria pública-privada. “Mas uma nova modelagem ainda é estudada pela secretaria dos portos”, lembra o presidente.
O término desta concessão, para Gilberto, é o evento mais importante para o sul do estado. “É um momento de grande desenvolvimento e uma oportunidade para fomentar a economia”, revela.

Nos últimos anos, o porto cresceu e muito. Deixou de ser um porto que servia apenas para o escoamento do carvão. Hoje, o empreendimento recebe uma média mensal de 12 escalas. “Para o próximo mês, este número deve aumentar para 60”, adianta Gilberto.
E, para comportar tanto movimento, investimentos na malha viária do município devem ser feitas com urgência.

R$ 45 milhões em obras viárias

Em um ano, o movimento de navios no Porto de Imbituba deve aumentar cinco vezes. Esta é a estimativa do Conselho de Autoridade Portuária (CAP).
Com tantas escalas, especula-se que passem pela via de acesso ao porto pelo menos mil carretas ao dia. Nos próximos 15 anos, este número deve triplicar. “Isto ocorrerá quando a capacidade do porto atingir o seu ponto máximo”, revela o presidente do CAP, Gilberto Barreto.

Para comportar tanto movimento, um projeto de duplicação da via foi feito pela Santos Brasil e doado para a prefeitura de Imbituba. “O custo foi de R$ 1 milhão”, afirma o prefeito Beto Martins (PSDB).
Ainda faltam as liberações das licenças ambientais. “A Santos Brasil já começou a fazer os estudos”, relata Beto. A intenção do prefeito é que esta obra esteja no orçamento da União para o próximo ano. Estima-se que sejam gastos R$ 45 milhões.

Para que os 5,5 quilômetros da via, que inicia no trevo de acesso ao bairro Nova Brasília, sejam duplicados, será necessário federalizar a rodovia. “Isso é necessário para que não haja problemas na liberação dos recursos”, explica o prefeito. Os primeiros contatos com o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) já foram realizados.
Esta é uma obra vital para o município e esperada por muitos. “Se nada for feito, com o aumento do movimento, haverá congestionamentos na cidade e na BR-101”, prevê Beto. Após a definição da empresa que duplicará a estrada, os serviços devem durar em torno de um ano.

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