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Indústria da multa, uma armadilha poderosa com arrecadação bilionária sem benefício algum para o povo

Multa de trânsito, no ponto de vista da seguridade pessoal, é entendida apenas como uma penalidade considerada média, em contrapartida com peso enormemente no bolso de milhares de motoristas. Os valores coletados são incomensuráveis aos cofres públicos, ao contrário, sem causar o efeito esperando, qual seja – a segurança de todos os transeuntes. Ao analisar com critério e imparcialidade este quesito antirracional, de ambas as partes (infringentes e infligidos) qualquer um leigo no assunto chega à conclusão que esta atividade não restringe a alta velocidade dos veículos, mas sim a condição estapafúrdia de engordar mensalmente os caixas 2 dos governos federal, estadual e municipal. Pior, sem retorno praticamente de nada para a população.

Para onde vai a bolada, ninguém sabe exatamente. A alegação das autoridades de que cada motorista infrator deve ser penalizado pelo ato cometido e pagar alta quantia não condiz com a realidade, principalmente para os que convivem e caminham diariamente pelas vias públicas. Isto não quer dizer garantia para nenhuma pessoa. Exceção das lombadas eletrônicas fixas e de rondas policias periódicas. Embora ocorra aparentemente a desaceleração forçada, os equipamentos transitórios, ainda que utilizados em número inadequados para frear os impacientes velocistas, de tempos em tempos, inventam-se instrumentos ultramodernos para apanhar com mais precisão os transgressores motorizados.

Importantes? Acredita-se que não, até porque uma meia culpa não justifica uma inteira. As blitze ou barreiras com abordagens deveriam fazer parte da ordem do dia de todas as corporações de segurança pública. Punição para quem desrespeita as leis no trânsito, não pode ser paga com moedas, penso eu, tem que ser aplicada sanções mais rígidas, como por exemplo: dependendo da gravidade, deve haver apreensão do veículo e até ordenar prisão do condutor.

Por que não? Para que este, após a prática de tamanha irregularidade seja exemplarmente impossibilitado de continuar causando transtorno com acidentes e também tragédias nas ruas. Outra questão que vem sendo muito discutida no país refere-se à qualidade deplorável das rodovias, em todos os níveis. Parece não haver tanta preocupação dos responsáveis, o oposto se verifica na ganância de se apossar de milhões de reais provenientes da violação no trânsito. Aliás, passar a mão no bolso dos brasileiros não é novidade. Já virou rotina.

O Brasil foi e continua sendo um dos países no mundo que abocanha mais impostos. Apesar da mordida do leão, o retorno é quase imperceptível para os cidadãos. Mas, de volta aos homens de farda, o que faz na realidade um policial rodoviário, durante o horário de trabalho? Qual é sua função específica? Acredita-se, que todos, indistintamente, desempenham atividade de organização, orientação e, caso necessário, interceptação de veículo e condutor, cuja visualização seja de desrespeito a legislação vigente. Não! Quem pensa assim está terminantemente iludido.

Grande parte do tempo em ação, os nobres agentes das estradas, por determinação superior, talvez, armados com os imponentes radares móveis posicionam-se estrategicamente para espreitar propositadamente suas vítimas desatentas do velocímetro. Juridicamente, não é proibido, mas é moralmente ridícula tal pratica que tem por objetivo enriquecer a custa alheia os cofres dos governos, sendo que a principal necessidade dos andantes, que é a segurança nas rodovias, fica completamente vulnerável por conta da alternância e posicionamento astucioso dos operadores. A propósito: não fosse pela indústria da multa, cada governo estabeleceria aos fabricantes produzir veículos com velocidade compatível de acordo com sua legislação. Como não é assim, obviamente, torna-se uma modalidade de extorsão sem reação. Moral da história: faça o que eu mando, mas não execute o que eu faço.

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