Início Segurança Inovação tecnológica e educação são as principais ‘armas’

Inovação tecnológica e educação são as principais ‘armas’

O uso da tecnologia permite mais eficiência ao trabalho dos policiais, destaca o major Vilson Schlickmann Sperfeld  -  Foto:Divulgação/Notisul
O uso da tecnologia permite mais eficiência ao trabalho dos policiais, destaca o major Vilson Schlickmann Sperfeld - Foto:Divulgação/Notisul

Alice Goulart Estevão

As inovações tecnológicas contribuíram muito para o trabalho investigativo nos últimos anos. Computadores de última geração, tablets nas viaturas e câmeras de videomonitoramento são alguns dos equipamentos que permitem acompanhar a criminalidade com técnica e agilidade. 

O investimento no setor de investigação é fundamental para ter respostas rápidas e precisas. “Pretendemos aumentar o efetivo policial, bem como readequar para que seja destinado especificamente para investigações de crimes. Com isso, teremos inquéritos policiais robustos, auxiliando na justiça e combatendo a impunidade”, avalia o delegado regional de Polícia Civil em Tubarão, André Bermudez.

Na atuação da Polícia Militar, a análise de desempenho das Unidades Operacionais quanto aos indicadores de criminalidade foi um dos principais instrumentos que permitiu mudar o foco para o que fosse mais urgente. “O trabalho de gestão da segurança pública é muito dinâmico e, conforme vamos baixando algum tipo de crime, outro começa a se destacar, quando então precisamos nos voltar para este novo panorama. Isto é cíclico”, relata o vice-comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Vilson Schlickmann Sperfeld. 

Os projetos são planejados para curto prazo, em torno de três meses. A meta atual é reduzir os furtos e roubos, mas o cenário pode mudar a qualquer momento e, consequentemente, as prioridades do BPM também.

Faça sua parte!
Um maior engajamento da sociedade na luta contra a criminalidade também é visto como essencial para o bom desempenho do trabalho policial. Cobrar investimentos do poder público e participar de Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) são exemplos de que todos podem participar deste processo. As denúncias, cruciais para as investigações, podem ser feitas pelo telefone 181.

Viaturas contarão com tablets
O registro de ocorrências sem necessidade de preenchimento de formulários de papel está prestes a iniciar em Tubarão. A tecnologia embarcada deve estar em pleno funcionamento nas viaturas do 5º BPM em junho.

Dez tablets e impressoras térmicas serão instaladas. O serviço permitirá lavrar autos de infração de trânsito, visualizar as imagens das câmeras de videomonitoramento, realizar consultas de fichas criminais, fotografar, entre outras funcionalidades.

O tempo de atendimento deve reduzir pela metade e o envio de informações será instantâneo. Policiais da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam), com bicicleta ou a pé, também poderão utilizar os aparelhos.

“As ferramentas tecnológicas permitem uma maior rapidez e eficiência no trabalho policial, buscando a prestação de um serviço de qualidade”, enfatiza o major Vilson Schlickmann Sperfeld. O batalhão atende, em média, 65 ocorrências por dia. 

40 mil crianças formadas no Proerd
A educação ainda é o melhor caminho na luta contra a criminalidade. O melhor exemplo da importância deste tipo de prevenção é o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). Em Tubarão, 40 mil crianças já foram formadas desde 1999. “Os primeiros alunos já estão na faculdade ou formados. Nossa satisfação como PM é reencontrar eles e ver as pessoas que se tornaram”, comemora o coordenador regional do Proerd da 8ª Região, major Silvio Roberto Lisboa. 

O perfil dos criminosos da cidade é de 18 a 25 anos e escolaridade de ensino fundamental incompleto. Geralmente, nem chegam ao 5º ano, quando as aulas do Proerd são ministradas. “Nosso país está em uma degradação social muito grande.

Nossas crianças estão crescendo com ausência de limites, enquanto as instituições a cada dia são menos respeitadas e estão enfraquecendo. Este fenômeno é perverso e perigoso”, avalia o vice-comandante do 5º batalhão da PM, major Vilson Schlickmann Sperfeld. “As crianças que passam pelo processo estão vacinadas contra a droga. Um estudo feito em Chapecó revelou que apenas 2% dos estudantes formados entraram para o mundo dos entorpecentes”, acrescenta Lisboa. 

 

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