Início Saúde SC reforça protocolos e disponibiliza antídoto contra intoxicação por metanol

SC reforça protocolos e disponibiliza antídoto contra intoxicação por metanol

Foto: Guilherme Bento

O Governo de Santa Catarina mobilizou a rede pública de saúde para prevenção e atendimento de possíveis casos de intoxicação por metanol. Embora o estado não registre ocorrências, a medida foi tomada após casos identificados em São Paulo envolvendo destilados adulterados.

Por determinação do governador Jorginho Mello, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforçou os protocolos de atendimento e confirmou que o antídoto necessário está disponível em unidades da rede pública.

“Não temos casos em Santa Catarina. Mesmo assim, já determinei a fiscalização e a disponibilização imediata do antídoto. Estamos em contato com toda a rede de saúde, além de Procon e forças de segurança para agir preventivamente”, afirmou o governador.

Protocolos de atendimento

A SES orienta que, em casos de suspeita de intoxicação por metanol, os serviços de saúde acionem o CIATox-SC pelos telefones 0800 643 5252 (24h) ou (48) 3721 9173. O atendimento rápido é essencial para salvar vidas.

A população também deve colaborar guardando embalagens da bebida suspeita, informando o local de compra e indicando outras pessoas que possam ter consumido o mesmo produto.

Sinais de alerta

  • Iniciais (até 6h): dor de cabeça, tontura, náusea, vômito, sonolência, alterações visuais (visão turva, fotofobia) e quadro de embriaguez atípica.

  • Latência (12h–24h): acidose metabólica progressiva, sintomas visuais intensificados; ingestão de etanol pode retardar evolução.

  • Graves: convulsões, coma, cegueira irreversível, choque, insuficiência renal e falência múltipla de órgãos.

O último óbito por intoxicação por metanol em SC foi registrado em 2022, relacionado à ingestão de combustível.

Procon intensifica fiscalização

A diretora do Procon-SC, delegada Michele Alves, anunciou a criação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) para padronizar a fiscalização de bares, supermercados e distribuidores de bebidas no estado.

“Todas as pessoas que comercializam produtos alcoólicos terão que comprovar a origem lícita. Estamos orientando os setores de entretenimento e associações de supermercados a redobrarem a atenção para evitar a compra de bebidas adulteradas”, destacou Michele.

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