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Irã divulga vídeo de IA provocando Trump durante guerra

Foto: Divulgação/Governo do Irã no X

O governo do Irã divulgou nesta quinta-feira (12) um vídeo produzido com inteligência artificial para provocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à escalada da guerra entre os dois países. A propaganda de guerra faz referências ao filme de animação “Divertidamente” e ao escândalo envolvendo Jeffrey Epstein.

A peça foi compartilhada nas redes sociais pela Embaixada do Irã em Haia e menciona o bombardeio a uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã, que deixou cerca de 170 mortos, a maioria crianças. O episódio se tornou um dos mais controversos do conflito atual.

Estados Unidos e Irã trocam acusações sobre a autoria do ataque. Uma investigação militar preliminar conduzida pelos EUA indica que forças norte-americanas podem ter sido responsáveis, mas o governo afirma que não mira civis em suas operações.

Vídeo usa referência ao filme “Divertidamente”

No vídeo divulgado pelo governo iraniano, Trump aparece em uma coletiva de imprensa respondendo perguntas de repórteres sobre o ataque em Minab. Na cena, o presidente afirma que os Estados Unidos não atacam civis.

Em seguida, a produção faz uma transição inspirada na animação “Divertidamente”, entrando na “mente” do presidente. Dentro do cenário, personagens semelhantes a figuras demoníacas aparecem incentivando o líder norte-americano a mentir.

Os personagens então apertam um botão rotulado como “mentira”, posicionado ao lado de outros controles com inscrições como “matar” e “Epstein”.

Na sequência, o vídeo retorna à coletiva, onde Trump afirma que os EUA não possuem mísseis Tomahawk e declara que “os Estados Unidos amam o povo iraniano”.

Propaganda ocorre em meio à guerra entre os países

A publicação faz parte de uma série de materiais de propaganda divulgados por Teerã durante o conflito. Nos últimos dias, o governo iraniano também publicou vídeos satíricos inspirados no universo Lego para criticar os Estados Unidos.

Por outro lado, o governo norte-americano também tem utilizado redes sociais e conteúdos audiovisuais para se posicionar e criticar o regime iraniano durante a guerra.

O bombardeio da escola em Minab continua sendo um dos episódios mais sensíveis do conflito, com investigações em andamento e versões divergentes sobre quem foi responsável pelo ataque.

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