O Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que impediu a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo. Já o governo norte-americano negou que suas embarcações tenham sido alvo de ataques ou sofrido danos.
A tensão Irã EUA Ormuz envolve versões divergentes sobre um possível confronto na região. Enquanto veículos iranianos relatam disparos e até impacto de mísseis, autoridades dos EUA afirmam que não houve ataque.
Versões divergentes sobre possível confronto
Segundo a agência iraniana Fars, dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos Estados Unidos, forçando a embarcação a recuar. Já a agência Tasnim afirmou que forças iranianas dispararam contra navios norte-americanos.
No entanto, a própria Marinha do Irã não confirmou ataques diretos. Em declaração à TV estatal, militares disseram apenas ter emitido um “aviso rápido e decisivo” para impedir a entrada das embarcações.
Um funcionário do governo iraniano afirmou à agência Reuters que houve um disparo de advertência, mas sem confirmação de danos.
Por outro lado, o Comando Central dos Estados Unidos negou qualquer ataque. Segundo os militares americanos, nenhum navio foi atingido durante a operação.
Escolta de navios amplia tensão na região
As Forças Armadas dos EUA informaram que iniciaram a escolta de embarcações comerciais com bandeira americana no Estreito de Ormuz. A medida ocorre após o anúncio de uma operação militar para garantir a travessia de navios na região.
A iniciativa faz parte de uma estratégia para manter o fluxo marítimo, mesmo com o bloqueio imposto pelo Irã.
Estreito de Ormuz segue sob disputa
Mais cedo, o Irã divulgou um mapa indicando áreas que considera sob controle de suas forças armadas no Estreito de Ormuz. O governo afirma ter domínio estratégico da região e exige coordenação prévia para a passagem de embarcações.
Autoridades iranianas também alertaram que qualquer aproximação de forças estrangeiras poderá ser considerada uma ameaça.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo, sendo considerado um dos pontos mais sensíveis para a economia global.
Contexto do conflito e impactos globais
A região vive um cenário de instabilidade desde o fim de fevereiro, quando teve início um conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Apesar de um cessar-fogo iniciado em abril, o estreito permanece fechado.
Os Estados Unidos também adotaram medidas de pressão, incluindo o redirecionamento de navios ligados ao Irã e o reforço militar na área.
Além disso, os Emirados Árabes Unidos informaram que um petroleiro estatal foi atacado na região, aumentando ainda mais a tensão.
Especialistas apontam que a manutenção do bloqueio pode impactar diretamente o comércio global e os preços do petróleo.
