Alice Goulart Estevão
Laguna
O 16º homicídio na região ocorreu nesta sexta-feira em Laguna. A Cidade Juliana lidera com o maior número, seis mortes, seguida por Imbituba, com quatro.
Um jovem, de 19 anos, foi encontrado morto às 9 horas na Estrada Geral da Praia do Gi, em Laguna. Felipe dos Santos Rocha, morador do bairro Magalhães e natural de Criciúma, foi atingido por três tiros na cabeça, um no braço esquerdo e o quinto na nádega.
Um motorista que trafegava na estrada viu o cadáver e acionou a Polícia Militar. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML) de Laguna, a causa da morte foi traumatismo craniano e o rapaz já estava morto há aproximadamente 12 horas.
A Divisão de Investigação Criminal (DIC) assumiu o caso. Na cena do crime foi encontrada uma munição deflagrada. “Se a identificação do jovem se comprovar durante as investigações, trata-se de um homicídio que possui ligação com o tráfico de drogas”, relatou o delegado responsável pela DIC, Rubem Thomé. A DIC tem em seu poder, inclusive, as imagens de um vídeo relacionadas a este caso, conforme Rubem. Segundo informações levantadas no local pelo perito criminal, os disparos possivelmente foram feitos por um revólver de calibre 38. Algumas das balas chegaram a atravessar o corpo da vítima.
Inquérito foi solicitado antes do crime
De acordo com o delegado Rubem Thomé, as investigações estão somente no início. “No entanto esse assassinato também pode estar relacionado a um crime de natureza sexual, já que recebemos do Ministério Público nesta semana um pedido de abertura de inquérito para que fosse apurado um crime, onde o referido indivíduo também estaria envolvido, não sabemos ainda em que proporções”, explica.
A solicitação foi feita pela promotoria depois de um telefone celular furtado ser recuperado durante uma apreensão, há cerca de duas semanas. Havia imagens de criminosos confessando um estupro.
Suposto homicídio será investigado
Um caso peculiar causou espanto aos moradores de Laguna. O corpo de um homem, de 59 anos, foi encontrado dentro de sua casa em avançado estado de decomposição. A Polícia Militar foi acionada por vizinhos devido a um forte mau cheiro que vinha da residência, nesta sexta-feira, às 11h40min, no bairro Portinho.
Os moradores também estranharam o desaparecimento do morador Benoni Duarte Teixeira, que não era visto há dez dias. Em exames preliminares, o perito criminal verificou que há princípios de morte natural. Porém, o corpo estava dentro de um isopor utilizado para pesca.
“A residência não apresentava sinais de arrombamento. Mas iremos aguardar o resultado da perícia para saber se havia algum tipo de perfuração ou ferimento, a partir daí poderemos investigar”, relata o delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC).
Seus pertences, como relógio, carteira e dinheiro estavam intactos. Benoni é natural da Cidade de Juliana, era viúvo e não tinha histórico criminal.
