Início Geral Laguna: um orgulho para Anita

Laguna: um orgulho para Anita

Foto:Genovêncio Bittencourt/Divulgação/Notisul
Foto:Genovêncio Bittencourt/Divulgação/Notisul
Priscila Loch
Laguna
 
Laguna tem um dos maiores Carnavais do sul do Brasil e na alta temporada recebe turistas até mesmo de outros países. Este segmento tem uma boa parcela de contribuição nas finanças, mas é a pesca a base econômica do município, responsável por cerca de 18% da movimentação. 
 
Mais de três mil homens e mulheres tiram o sustento do mar e lagoas. O Porto Pesqueiro tem grande relevância para o setor. Além dos 39 colaboradores efetivos, em dias de descargas o número de trabalhadores chega a 400.  
 
Cada um dos 35 a 40 barcos de médio porte que ancoram no local precisa de aproximadamente 50 toneladas de gelo para ir a alto mar, o suficiente para manter conservados os peixes de 15 a 20 dias, até voltar a terra firme. Em janeiro e fevereiro de 2012, foram fornecidas 3.376,42 toneladas de gelo e recebidas 713,toneladas de pescado. 
 
O porto fabrica de 190 a 210 toneladas de gelo ao dia, 90% do total capaz de produzir. Quatro fábricas estão em operação atualmente, e a direção reivindica junto ao governo federal mais uma máquina e também mais 300 metros de cais, para que a produção possa ser estendida a 600 toneladas/dia.
 
Auxílio dos botos
Além da importância econômica, também vem da pesca um lindo exemplo de parceria entre o homem e a natureza. A pesca com botos só ocorre em três lugares do mundo: na costa da Austrália, na Mauritânia (no continente africano) e em Laguna. 
O espetáculo, no Molhes da Barra, ocorre principalmente de abril a junho, temporada da tainha. Com o auxílio dos golfinhos – tratados como amigos dos pescadores e têm até apelidos -, é possível capturar mais de 80 peixes de uma só vez. 
 
Turismo e hospedagem
  
Farol de Santa Marta a Itapirubá – 500 mil deles durante o Carnaval. A cidade conta com aproximadamente três mil leitos em hotéis, isso sem contabilizar as centenas de casas e apartamentos colocados para locação durante a alta temporada.
A maior movimentação de turistas ocorre no grandes eventos. Além da folia de Momo, entram nesta lista Réveillon, Moto Laguna (em dezembro) e a República em Laguna (espetáculo teatral ao ar livre que conta a história de Anita e Giuseppe Garibaldi, sem data definida).
O turismo de hospedagem melhorou consideravelmente nos últimos anos. Isso porque, além dos turistas, a cidade recebe também outros tipos de visitantes, como os familiares dos estudantes da Udesc, cuja instalação da unidade mudou o perfil do município.
 
Setor imobiliário aquecido
Outra ponta do desenvolvimento de Laguna tem sido a valorização imobiliária, aquecida desde 2006. Hoje, o valor do metro quadrado passou de aproximadamente R$ 360,00 para R$ 1,2 mil. Para ordenar o crescimento e buscar a sustentabilidade, o município começou a receber saneamento básico. A ideia é chegar a 100% de cobertura até 2015. E, desta forma, melhorar a qualidade de vida, por meio do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e reduzir a contaminação da lagoa e do lençol freático.
 
Novos investidores ganham incentivo
Um distrito industrial está em construção em Laguna, no bairro Caputera. Serão 100 hectares de área para receber novas empresas. O município tem em vigor uma lei de incentivo aos empreendedores: isenção de ITBI, alvará de construção, 50% do ISS e IPTU por dez anos, e também é possível fazer comodato por uma década.
E enquanto o condomínio não fica pronto, soluções para algumas pontos que engessam a chegada de novos empreendimentos são buscadas. Além da questão ambiental bastante restritiva, Laguna não dispõe de manancial de água, nem de matriz energética que não seja elétrica ou à lenha.
A SCGás já foi acionada quanto ao fato da Cidade de Anita não ter rede de Gás Natural Veicular (GNV). Em contrapartida, um setor que deve receber investimento em breve é o de geração de energia eólica, no qual a cidade tem um potencial muito grande. 
A instalação de torres está prevista para ocorrer na Madre, com capacidade de geração de 150 megawatts, que serão vendidos à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 
 
Sair da versão mobile