
Angelica Brunatto
Tubarão
Tubarão está prestes a receber um movimento que contribuirá com a vida econômica municipal: o Observatório Social. O principal objetivo é fiscalizar todas as licitações e fazer com que a população se interesse mais pelos recursos públicos.
O processo começa a partir do momento em que o projeto é lançado, e é acompanhado até o momento que da entrega da obra ou de materiais. Caso haja alguma irregularidade no processo, os voluntários do Observatório notificarão as autoridades competentes, como o prefeito e o Ministério Público.
Para que a instalação da organização seja efetivada, uma palestra de sensibilização deve ser realizada. “O evento está marcado para o próximo mês, mas ainda não temos o dia certo. Queremos fomentar a consciência fiscal da população”, revela o advogado Ramon Antonio, um dos idealizadores do movimento na Cidade Azul.
Para que a sede municipal comece a funcionar, o Observatório em âmbito nacional dará as primeiras noções e todas as diretrizes. Eles capacitarão os voluntários através de cursos e softwares necessários.
Quais os requisitos necessários para que o observatório comece a funcionar em um município? A resposta é simples: vontade e engajamento da população. Em Tubarão, surgiu de um grupo de amigos que já conheciam a proposta. “Vimos que cada vez mais era importante trazer isto para cá. A ideia, original, nasceu de pessoas que estavam cansadas da corrupção”, lembra o contador Marcos Freitas, também idealizador do projeto.
Um pouco mais…
O Observatório Social está presente em mais de 60 municípios, em 15 estados brasileiros. Em Santa Catarina, são quatro unidades instaladas: Blumenau, Florianópolis, Brusque e Itajaí.
O primeiro Observatório nasceu em Maringá (PR), em 2006. No primeiro ano de atuação, o município economizou R$ 9,5 milhões. Hoje, a sede do Observatório Social do Brasil está em Curitiva (PR).
Dentre os objetivos, está aumentar a concorrência e reduzir a possibilidade de fraudes em licitações.
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