Maycon Vianna
Tubarão
O eletricista Ricardo Cipriano Diomar, 28 anos, agredido por policiais militares – durante uma operação por volta das 23h30min de sexta-feira -, até o fechamento desta página, (por volta das 22 horas), continuava internado em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição.
A mãe da vítima, Delise Cipriano Diomar, procurou o comando do 5º Batalhão da PM na tarde de ontem para pedir explicações. “Quero saber o que houve, porque usaram tanta ‘selvageria’ contra o meu filho. Não sabemos a causa, pois ele só jogava baralho e tomava uma cervejinha”, afirma.
Segundo o comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Silvio Ricardo Alves, já foi aberto um inquérito policial para apurar melhor os fatos. “Determinei ao corregedor a abertura do inquérito para verificar com maior rigor o que realmente houve neste caso. Será realizada uma auditoria na justiça da PM. Não podemos pré-julgar os fatos sem antes ter certeza do que houve. Foi um fato isolado. No prazo de 20 a 30 dias, deverá sair uma solução sobre o caso”, revela.
A mãe da vítima já registrou um boletim de ocorrência na Central de Polícia Civil de Tubarão e espera que os comandantes resolvam e prendam os agressores. “Quero justiça”, esbraveja.
Entenda o caso
O eletricista Ricardo Cipriano Diomar, 28 anos, foi agredido por policiais militares que participavam da operação ‘Choque de Ordem’. O fato ocorreu às 23h30min de sexta-feira. Ricardo jogava cartas em um bar quando foi chamado por amigos para ajudar a companheira e a enteada, de 17 anos.
Ele foi levado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) com parada respiratória e ficou na emergência à espera de um leito na UTI até a madrugada de domingo, quando foi transferido. Ele segue internado em coma induzido.
