Início Especial Mais de 100 famílias serão prejudicadas

Mais de 100 famílias serão prejudicadas

 Os trabalhadores de uma empresa de pescados foram às ruas e manifestaram contra as demissões e o impasse do licenciamento ambiental   -  Foto:Elvis Palma/Divulgação/Notisul
Os trabalhadores de uma empresa de pescados foram às ruas e manifestaram contra as demissões e o impasse do licenciamento ambiental - Foto:Elvis Palma/Divulgação/Notisul

Laguna

Dezenas de funcionários e ex-empregados de uma empresa de pescados no bairro Cabeçuda, em Laguna, realizaram um protesto nesta sexta-feira nas ruas da cidade devido às demissões ocorridas. As exonerações se deram porque há mais de 15 dias, os trabalhadores estão impedidos de realizarem as suas funções. 

O motivo é que a empresa pesqueira está localizada em área de preservação ambiental e, com isso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) do Rio Grande do Sul embargou as atividades. 

Conforme um representante da empresa, as documentações para a liberação ambiental foram entregues há quase um ano para a Fundação do Meio Ambiente (Fatma), porém até agora não foram analisadas pelo órgão. Nesta sexta-feira, foram demitidos 40 funcionários e os demais podem ser desligados na próxima semana.

De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Ambiental de Tubarão, Felipe de Mello da Cunha, a documentação chegou há menos de 90 dias na Fatma e o processo de análise está no prazo. Ele revela que o pedido não foi entregue ao órgão em 2014. 

“A Fatma e o Ministério Público de Laguna, por meio da promotora Fernanda Dutra, firmaram um termo de compromisso há dez dias para o funcionamento das atividades até a regularização. Os trabalhos com este termo podem ocorrer por dois meses, mas como o órgão que suspendeu a realização dos serviços foi o Ibama, a instituição precisa emitir um parecer sobre o embargo. Com as demissões, são mais de 100 famílias que sairão prejudicadas, caso a situação não seja revertida”, revela Felipe. 

A suspensão dos trabalhos ocorreu por meio do órgão do Rio Grande do Sul, que há 11 meses investiga crimes como organização criminosa, corrupção, tráfico de influência e expedição de licenças ilegais e obstrução à fiscalização ambiental. 

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