Tubarão
Dois homens e uma mulher foram presos em Tubarão por suspeita de participação na chacina de uma família em Porto Alegre, ocorrida no fim de maio. Os policiais cumpriram os mandados de prisão preventiva na última sexta-feira e divulgaram ontem na capital do Rio Grande do Sul.
Segundo a Polícia Civil gaúcha, os três presos são primos de Luciane Felipe Figueiró, 32 anos, que morreu a tiros junto com outras quatro pessoas de sua família.
A delegada Luciana Smith, responsável pelo caso, diz que as investigações levam a crer que o crime foi planejado em Santa Catarina. “A investigação apurou diversas ameaças feitas pelo suspeito e, inclusive, tem a tentativa de adulteração do exame de DNA da filha da vítima, que na data do crime não havia completado um mês de vida”, explica a delegada.
O principal suspeito, mantido preso em Porto Alegre, é um policial militar da reserva e tem 52 anos.
Entenda o caso
Os corpos foram encontrados com perfurações de balas de calibre 22 em junho, uma semana após crime. Segundo as investigações, o suspeito teve um relacionamento com Luciane e se desentendeu sobre a paternidade de um filho que teve com ela.
De acordo com o advogado do suspeito, Edilson Garcia, seu cliente é inocente. O policial da reserva passará por uma acareação com os outros presos hoje em Porto Alegre, quando deve defender a tese de crime passional. “Não vejo uma ligação entre ele e essas pessoas no sentido de se unirem para cometer o crime. Não teve comprovada a ida dele a Porto Alegre no dia do fato. Essas pessoas são parentes da amante que ele tinha”, defendeu o advogado, que viajou hoje para a capital gaúcha.