Letícia Matos
Tubarão
Tubarão entrou na lista de grupo de risco de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, em Santa Catarina, e não foi à toa. A definição tem como base o aumento do número de focos.
E, ontem, o terceiro foco do mosquito foi identificado. Em 2015, foram nove focos encontrados. Este ano, em 75 dias, foram três.
A identificação ocorreu no bairro São Cristovão, às margens da BR-101. Os agentes de combate às endemias estiveram no local, realizaram as vistorias e nenhum outro foco foi identificado. A equipe realizou a coleta de amostras de água em um raio de 300 metros, em relação ao local onde o foco foi identificado e as amostras, seguem em análise.
O primeiro foco deste ano foi coletado no bairro Vila Esperança. No recipiente foram identificadas cinco larvas do mosquito. O segundo foi na mesma armadilha do primeiro.
Os representantes do Programa Municipal de Combate às Endemias de Tubarão foram notificados com um caso suspeito de dengue e chikungunya há dez dias. O cidadão é residente da Cidade Azul e não saiu do município. O material enviado para análise no Laboratório Central de Saúde Pública, Lacen, foi coletado no último dia 13 e ainda aguarda confirmação.
Neste ano, o município já registrou sete casos suspeitos de dengue, sendo seis negativos. O caso positivo foi diagnosticado em um paciente que buscou atendimento em uma clínica particular de Tubarão. A pessoa é de Belo Horizonte e estava em férias no litoral sul de Santa Catarina.
Foi registrado também um caso que, devido aos sintomas, pode ser de zika vírus ou até mesmo um quadro de sarampo. O resultado ainda não foi divulgado. O paciente reside no Rio de Janeiro e veraneava na região. Os dois casos são considerados importados.
Sala de Situação é estruturada
Após a Cidade Azul ser incluída na lista de risco, os responsáveis pela Fundação Municipal da Saúde verificam as necessidades para a implantação da mesma. O local funcionará em parceria com o governo para gerenciamento e controle das ações de intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina. Trata-se de um sistema de comando de operações formado por equipes de diferentes áreas com funções específicas para o planejamento de metas e estratégias para o combate do mosquito. “O objetivo é a integração de todos os órgãos de governo para enfrentamento deste que é um dos maiores desafios da saúde pública do Brasil dos últimos 50 anos”, afirma o secretário de estado da saúde, João Paulo Kleinübing.
Prevenção
O Aedes aegypti coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso, é importante jogar fora pneus velhos e deixar garrafas com a boca para baixo. Todo o acúmulo de água é uma ameaça.
• Mantenha a caixa d’água bem fechada e coloque uma tela no ladrão;
• Lave toda a semana com escova e sabão os tanques que armazenam água;
• Remova tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;
• Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta;
• Coloque o lixo em saco plástico e mantenha a lixeira bem fechada;
• Evite a formação de poças de água da chuva.
Como denunciar
As denúncias de possíveis focos podem ser realizadas por meio do e-mail dengue@tubarao.sc.gov.br ou da ouvidoria e Central do Cidadão, pelo telefone 3621-9800.
