Início Especial Manifestação será realizada na capital

Manifestação será realizada na capital

Professores e pais protestaram contra o governo e reivindicaram o piso, ontem à noite, em Tubarão.
Professores e pais protestaram contra o governo e reivindicaram o piso, ontem à noite, em Tubarão.

Karen Novochadlo
Tubarão

Hoje, os professores da rede estadual realizarão uma manifestação em Florianópolis. Dois ônibus partirão de Tubarão de manhã, com destino à capital. Enquanto isso, muitos alunos estão sem aulas há 42 dias.
Ontem, pais de estudantes e professores participaram de uma caminhada por ruas do centro da Cidade Azul. Um grupo saiu da Escola Henrique Fontes, no bairro Humaitá, e outro da Escola Martinho Ghizzo, no bairro Passagem. E encontraram-se na praça Walter Zumblick.
De acordo com a gerência regional de educação em Tubarão, hoje 518 professores estão em greve, cerca de 37%. No início do movimento, este índice chegou a 63% entre os 1,4 mil educadores de 43 escolas da região.

A coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Santa Catarina (Sinte), Terezinha Botelho Martins, aponta que seis das 61 escolas de 15 municípios estão funcionando normalmente, 36 estão parcialmente paradas e 19 totalmente paralisadas.
Por enquanto, as negociações estão paradas e não avançam. Tudo indica que o futuro da greve será decidido na justiça. Os professores pedem a aplicação do piso nacional (R$ 1.187,00) no plano de carreira.
Uma lei obriga o governo a pagar o valor. Contudo, a discussão se concentra na questão do plano de carreira e valor da regência.

Expectativa para o fim da greve

As negociações para encerrar a greve dos professores municipais avançaram lentamente em Tubarão nos últimos dias. Mas, há esperança que hoje seja o último dia. Os servidores estão há 28 dias parados.
De acordo com o secretário de educação da prefeitura, Felipe Felisbino, não há nenhuma reunião marcada. Mas a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Laura Isabel Guimarães Oppa, espera que hoje sejam apresentadas pela prefeitura novas propostas para as progressões dos salários dos últimos níveis.

Esta é a cláusula que falta para as duas classes se acertarem. O valor da regência de 15% já foi acordado. A expectativa é tanta que a assembleia foi marcada para 18 horas. Uma outra foi realizada ontem. Nestas reuniões, são votadas a continuação – ou não – da greve.
A reivindicação dos professores é aplicação do piso nacional (R$ 1.187), no plano de carreira, que precisa ser alterada para que a exigência possa ser atendida.
Antes de apresentar qualquer cotação, são realizados testes nas folhas de pagamento dos servidores. Ontem, os professores tiveram uma reunião rápida com o secretário de gestão da prefeitura, Estêner Soratto da Silva Júnior.

Sair da versão mobile