
Tubarão
Os materiais para adequar uma sala de aula aos detentos devem chegar ao Presídio Regional de Tubarão a partir da próxima segunda-feira. O espaço funcionará onde hoje é o posto da Polícia Militar. A base da PM será removida para o piso superior, o que exige uma reforma.
Esforços foram unidos para esta finalidade. Os alvarás de construção foram pagos pela equipe da Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos de Tubarão (Area-TB), que executou o projeto. Em função disto, as empresas doadoras começarão a enviar os materiais.
“É importante ressaltar a atitude destas pessoas que estão colaborando. Nossa intenção é de que em três meses esteja tudo pronto”, prevê o presidente do conselho municipal de segurança (Conseg), Maurício da Silva. O projeto foi dividido em três partes.
Os materiais para a estrutura (ferro, madeiras, cimento e outros) serão doados pela Ferrovia Tereza Cristina. A Tractebel Energia ficará com toda a parte de encanamento. Uma visita é programada com a Alcoa, para conseguir os produtos necessários para a finalização.
A mão-de-obra está garantida, virá dos próprios detentos. O lugar comporta 20 carteiras e tem um banheiro. Este foi um dos temas discutidos no encontro mensal do conselho, realizado esta semana. “Nós temos um acordo de não nos envolvermos com o dinheiro. As empresas doadoras ficam responsáveis pela compra dos materiais e entregam no presídio”, explica Maurício.
Funcionalidade do gabinete de gestão é discutida
Além da adequação da sala de aula para os detentos no Presídio Regional de Tubarão, outro assunto foi debatido no encontro do conselho municipal de segurança (Conseg). Trata-se do funcionamento do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública.
O projeto de lei de sua criação foi aprovado no ano passado. Com a implementação, o município terá os requisitos para fazer parte do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). Desta forma, poderá receber recursos para a viabilização de projetos. A outra condição já existe, que é o conselho.
Um das funções do gabinete é unir informações para um diagnóstico correto da criminalidade para a elaboração de uma política preventiva eficaz. E a outra é buscar recursos para executar estas ações.
Uma audiência pública foi solicitada na câmara de vereadores. Um profissional da Senasp explicará a forma de elaborar os projetos. “Isto servirá para evitar que os projetos não batam na trave, que cheguem lá e sejam acatados”, explica o presidente do conselho municipal de segurança (Conseg), Maurício da Silva.
Depois disto, iniciam a centralização das informações e a elaboração das políticas de prevenção.