
Karen Novochadlo
Tubarão
A educação é o melhor caminho para o desenvolvimento. Uma das formas de avaliar a qualidade do ensino é por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), realizado a cada dois anos pelo Ministério da Educação. O resultado relativo a 2009, divulgado neste mês, traduz o quanto ainda é preciso avançar em termos de educação no país.
A média catarinense no Ideb foi de 5,2 para as séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e de 4,5 para os anos finais (6ª a 9ª série). Em Tubarão, a note média das escolas públicas ficou abaixo da média estadual: 4,9 e 4,3, respectivamente.
Para o professor da Unisul e mestre em educação Gilson Rocha Reinaldo, Santa Catarina saiu-se melhor que muitos estados brasileiros, com exceção ao Rio de janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Em parte, isto deve-se ao currículo das escolas e a realidade socioeconômica do estado. Mas quando comparado a outros países e outros indicativos, as estatísticas catarinenses são desanimadoras.
O estado destaca-se em química e tecnologias, mas perde em conhecimento gerais. Parte Gilson, a explicação está na construção do conhecimento: muitos estabelecimentos ainda se preocupam com memorização do conteúdo e não com a construção do saber. “As escolas que têm notas melhores seguem um projeto político pedagógico e administrativo”, afirma Gilson.
Um exemplo é a escola Henrique Fontes, de Tubarão, cuja média no Ideb foi 6,0. Para a assistente de direção Naira de Carvalho Gonzáles, o resultado foi ótimo e reforça a preocupação dos professores com o projeto político pedagógico da escola.
Cálculo do Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é calculado a partir dos dados referentes a aprovação, obtidos no Censo Escolar, e de médias de desempenho na Prova Brasil e no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Os dois testes avaliam conhecimentos de matemática e português.