Jailson Vieira
Tubarão
São quase dois meses de paralisação dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a situação continua a mesma. Por enquanto, a greve se manterá. Ontem, os grevistas participaram de três audiências com os representantes do governo, o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa. Os grevistas pedem um reajuste de 27%, porém o governo sinalizou um acréscimo de 22,8%, parcelado até 2019.
Na assembleia dos médicos peritos da instituição, que ocorreu em Brasília, foi decidido que os profissionais entrarão em greve nos próximos dias. Na região de Tubarão, serão 15 peritos que deixarão de atender os assegurados, conforme a diretora executiva do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde da Anvisa e da Previdência de Santa Catarina (Sindprevs), Viviane Fogaça.
Em Santa Catarina, mais de 90% dos funcionários aderiram ao movimento. Na Cidade Azul, o número chega a 95% do efetivo e somente um servidor realiza a sua função. Desta maneira, os funcionários não cumprem a determinação judicial de manter, no mínimo, 60% do efetivo das agências em suas funções.
Um grande ato ocorrerá hoje à tarde, em Florianópolis, para mostrar que os servidores se mantêm organizados em busca de seus direitos. “Faremos uma assembleia amanhã (hoje) para discutir os próximos passos. Vamos analisar as propostas e continuar trabalhando para fortalecer o movimento que já está no 57º dia”, esclarece Viviane.
