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Médicos: Possível demissão em massa

Wagner da Silva
Braço do Norte

Os médicos do Programa Saúde da Família (PSF) de Braço do Norte ameaçam pedir demissão em massa. A Lei 648 GM/2006 determina que os profissionais cumpram oito horas diárias de trabalho e o cartão ponto serve para controle. A categoria não aceita as regras e também reclama do corte na insalubridade.

Ontem, o clima era tenso na secretaria de saúde da prefeitura. O médico Marcio Dutra da Silva formalizou a demissão. Outros três já haviam solicitado férias.
Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi firmado em meados de agosto sobre a questão, e ontem os médicos aguardavam uma nova proposta. A falta de retorno da administração municipal não foi bem digerida pelos 11 médicos da rede municipal, que, em conjunto, decidiram pela demissão. “Todos os médicos possuem especialidades e outros locais para trabalhar. Como não seria reajustado o salário, decidimos pela demissão”, justifica um dos profissionais.

A secretária de saúde, Lucia Terezinha Giordani Volpato, argumenta que o TAC não era cumprido e não poderá oferecer resistência. “É uma determinação do Ministério Público e do Tribunal de Contas, e uma cobrança da promotoria no município. Por isso, deve ser cumprida. Não temos autonomia para este enfrentamento”, explica.
Lucia cita que o município paga seis médicos por 20 horas e outros oito por 40, calculado pelo número aproximado de 15 mil pessoas atendidas pela pasta mensalmente. Esse número mostra que cada paciente tem, em média, cerca de 45 minutos de atendimento durante o mês. “É pouco, pela quantidade de médicos que possuímos”, enfatiza.

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