Início Segurança Medidas urgentes nas escolas

Medidas urgentes nas escolas

"Adoro a escola. Mas estamos preocupados. É a primeira vez que isto acontece. Eu e meu marido conversamos e decidimos. Se voltar a acontecer, infelizmente vamos ter que tirá-los. Morremos de medo de bala perdida". Júlia Graziela de Jesus, mãe de um aluno
"Adoro a escola. Mas estamos preocupados. É a primeira vez que isto acontece. Eu e meu marido conversamos e decidimos. Se voltar a acontecer, infelizmente vamos ter que tirá-los. Morremos de medo de bala perdida". Júlia Graziela de Jesus, mãe de um aluno

Mirna Graciela
Tubarão

Das 44 escolas de abrangência da secretaria de desenvolvimento regional (SDR) em Tubarão, em sete municípios, as que estão com maior deficiência no quesito proteção serão analisadas e, consequentemente, adequadas em sua estrutura, priorizando-se as de caráter emergencial.

A informação é do secretário de desenvolvimento regional, Haroldo de Silva, o Dura. Ele participou de uma reunião ontem, em Florianópolis, com o secretário de educação, Marco Tebaldi, que teve como foco a discussão de formas de prevenção à violência nas escolas públicas do estado. “Levei tudo para ele, que já tinha conhecimento dos últimos fatos em nossa cidade, inclusive que o problema não está somente dentro, mas também fora das instituições. E que a violência não se resolve de um dia para o outro”, relatou o secretário.

O encontro teve a participação de 30 pessoas de vários segmentos do governo e da sociedade. Todos chegaram a um consenso de implementar ações imediatas, de médio e longo prazo. O secretário de educação enfatizou que os últimos acontecimento de violência escolar no Rio de Janeiro serviram de alerta no sentido de ampliar os programas já existentes e ainda buscar parcerias com instituições públicas e privadas. Para ele, estabelecer medidas preventivas contra o bullying escolar é muito importante porque estas práticas determinam no futuro problemas de grandes proporções.

Envolver as famílias, professores e alunos, além de promover campanhas de conscientização nas escolas sobre a construção e a valorização dos valores morais e espirituais é outro objetivo a ser colocado em prática.

Pais e alunos estão com medo
A invasão de alunos em escolas com armas ou atitudes de ameaças, seguidas de roubos, tem deixado pais e alunos em constante preocupação. Na quarta-feira, ocorreu uma reunião em uma igreja em frente à Escola Célia Coelho Cruz, no bairro São João (ME), promovida pela instituição. Participaram pais e educadores para discutirem a segurança e a contratação de um guarda para aquela unidade, que foi vítima nos últimos dias de adolescentes que rondam a escola para roubar os alunos.

Uma mãe de 40 anos, que não quis ser identificada, tirou esta semana seu filho (13 anos) da escola e o colocou em outra, em um bairro vizinho. “Fiz isto porque ele ficou traumatizado, com muito medo, após ter sido assaltado. Os meninos roubaram o relógio dele, na última segunda-feira. Chegou um e disse: ‘Passa o relógio se não o bagulho vai ficar feio’. Mais três tiveram seus relógios roubados”, contou a mãe.

Além da parte física, outros projetos serão colocados em prática
Entre os projetos discutidos que serão colocados em prática, estão o Escola Aberta, com atividades nos finais de semana, quando ocorrem maiores furtos; Escola que Protege, por meio da criação de conselhos de seguranças dentro das instituições, formados por alunos; e o Inspetor do Pátio. “Em contrapartida, vamos instalar mais câmeras de segurança, ampliar os muros e colocar grades de ferro. As escolas Alda Hulse e Célia Coelho Cruz, num prazo de 15 a 20 dias, estarão com grades”, previu o secretário de desenvolvimento regional, Haroldo Silva, o Dura.

Por outro lado, o secretário reafirma que não é somente a estrutura física. “É também a questão da educação, do respeito, dos valores morais e da cidadania. Precisamos envolver mais a comunidade nas escolas. Promover discussões entre pais, professores, alunos e sociedade”, solicita Dura.

 

"Adoro a escola, elas cuidam bem dos alunos, são ótimas. Mas estamos preocupados. Estou achando perigoso. É a primeira vez que isto acontece, meus filhos já estudaram em várias outras. Eu e meu marido conversamos e decidimos. Se voltar a acontecer, infelizmente vamos ter que tirá-los daqui. Morremos de medo de bala perdida".

Júlia Graziela de Jesus, mãe de um aluno da Escola Célia Coelho Cruz, no bairro São João margem esquerda.

Sair da versão mobile