Início Especial Membro do PGC tem prisão preventiva decretada

Membro do PGC tem prisão preventiva decretada

As casas são estruturadas para dificultar a ação da polícia, com portas de metal resistentes, muros altos, cercas elétricas e esquema de vídeomonitoramento. Foto: DIC/Tubarã/Notisul
As casas são estruturadas para dificultar a ação da polícia, com portas de metal resistentes, muros altos, cercas elétricas e esquema de vídeomonitoramento. Foto: DIC/Tubarã/Notisul

Mirna Graciela
Tubarão

O acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Ruan Carlos Tártari, de 18 anos, no dia 16 de maio deste ano, em Tubarão, teve a prisão preventiva decretada nesta sexta-feira pelo juiz Elleston Canali, da primeira vara criminal. O rapaz de 26 anos já estava no Presídio Regional e, agora, aguardará a sua sentença atrás das grades.

As investigações da Divisão de Investigação Criminal (DIC) apontaram que ele faz parte da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC). E tornou-se o ‘disciplina geral’, que é o membro de alto escalão do comando.
Todo o processo de apuração dos fatos foi acompanhado pelo Ministério Público e pelo judiciário. Vários mandados de busca e apreensão nas casas usadas pela quadrilha a qual ele faz parte – três no Beco do Quilinho, em Tubarão, e uma em Laguna – foram cumpridos.

Nesta última, pertencente ao acusado, a sofisticação chamou a atenção dos policiais, pela localização, estrutura de três andares, piscina com aquecimento, câmeras de vigilância, banheira de hidromassagem, entre outras mordomias. O imóvel do homem, apontado como “patrão do tráfico de drogas” do “Beco do Quilinho” não está nos padrões de usuários de drogas.
Ele é muito conhecido no meio policial do sul do estado. E já foi preso também em Florianópolis e Laguna. Os investigadores também se surpreenderam com a fortaleza montada no Beco do Quilinho, desde olheiros, aviões e gerentes. Provas encontradas nos computadores e equipamentos de informática na residência dele também foram fundamentais para as investigações.

Quadrilha é investigada por vários assassinatos

Pelo menos quatro dos últimos sete homicídios ocorridos em Tubarão são atribuídos à quadrilha investigada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão. Um destes foi o do jovem Ruan Carlos Tártari, de 18 anos, no dia 16 de maio.
Ruan estava na casa de familiares, no bairro São João, em Tubarão. Dois homens chegaram no local de motocicleta. Um deles desceu do veículo, entrou na casa e foi até a vítima. A partir daí, efetuou vários disparos contra Ruan, que correu para o quarto da tia. No caminho, foi alvejado pelas costas e caiu na cama.
O assassino ainda deu mais um disparo à “queima roupa”. E também apontou a arma para a tia da vítima, quando apertou o gatilho duas vezes, porém, não disparou. Depois a dupla fugiu do local.
 

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