Início Geral Mercado reduz previsão da inflação para 5,18% em 2025

Mercado reduz previsão da inflação para 5,18% em 2025

Foto: José Cruz/Agência Brasil - Divulgação: Notisul

A projeção para a inflação oficial brasileira em 2025 caiu pela sexta vez consecutiva, passando de 5,2% para 5,18%, conforme divulgado nesta segunda-feira (7) no Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central. Apesar da queda, o índice ainda está acima do teto da meta estipulada para o ano.

A previsão refere-se ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no país. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Juros seguem altos para conter pressão inflacionária

Mesmo com a inflação em desaceleração nos últimos meses — o IPCA de maio foi de 0,26%, após 0,43% em abril —, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na última reunião, fixando os juros básicos em 15% ao ano.

Esse foi o sétimo aumento consecutivo no atual ciclo de aperto monetário. Em ata, o Copom indicou que deve manter a Selic nesse patamar nas próximas reuniões, mas não descarta novos ajustes caso o cenário inflacionário volte a se deteriorar.

Com isso, o mercado passou a prever que a Selic encerrará 2025 em 15% ao ano. Para os anos seguintes, as estimativas são:

  • 12,5% em 2026

  • 10,5% em 2027

  • 10% em 2028

Inflação e crescimento esperados nos próximos anos

Além da revisão para 2025, o Boletim Focus manteve as projeções para os anos seguintes:

  • 4,5% em 2026

  • 4,0% em 2027

  • 3,8% em 2028

PIB e dólar também foram revistos

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi levemente elevada, passando de 2,21% para 2,23%. A estimativa para 2026 caiu para 1,86%, enquanto 2027 e 2028 mantêm previsão de alta de 2% ao ano.

O desempenho da economia no primeiro trimestre deste ano — puxado pela agropecuária — foi de 1,4%. Em 2024, o PIB cresceu 3,4%, marcando o quarto ano seguido de expansão.

No câmbio, o dólar deve terminar 2025 cotado a R$ 5,70, com previsão de R$ 5,75 ao fim de 2026.

Política monetária e expectativas

A política monetária continuará sendo o principal instrumento para conter a inflação, ainda que os efeitos da Selic elevada também desacelerem o crescimento econômico.

Quando a taxa básica sobe, o crédito tende a encarecer e a demanda a cair, reduzindo a pressão sobre os preços. Por outro lado, a atividade econômica sofre, exigindo equilíbrio do Banco Central entre controle inflacionário e estímulo ao crescimento.

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