Início Geral Missão polonesa: Balé Masowsze terá filial no estado

Missão polonesa: Balé Masowsze terá filial no estado

Karina Manarin*
Varsóvia (Polônia)

O grupo de dança mais tradicional da Polônia terá, a partir de março do próximo ano, uma filial em Santa Catarina. O anúncio foi feito durante a participação do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) na inauguração do Teatro do Balé Mazowsze, em Varsóvia. A construção da parceria iniciou em novembro de 2004.
A sede do balé em Santa Catarina funcionará em Criciúma. A seleção final dos futuros dançarinos, com a presença de dirigentes poloneses, será no próximo mês, para crianças entre 8 e 11 anos. Inicialmente, foram distribuídas fichas de inscrições em escolas públicas de Criciúma, e a intenção é ampliar o projeto para interessados de todo o país, cuja linha é a mesma seguida no Balé Bolshoi, em Joinville.

Os estudantes de escolas públicas selecionados para o Instituto do Balé Mazowsze terão aulas gratuitas e formarão 80% do grupo a ser selecionado. O 20% restantes são vagas destinadas a crianças de escolas particulares, as quais terão que arcar com uma mensalidade. O planejamento inicial é de mil inscrições com seleção de 300. Da última etapa, restarão 80 classificados.
O Instituto Mazowsze será sustentado por um convênio com o estado, por meio de recursos destinados à cultura. O próximo passo é a estruturação arquitetônica, já que o prédio para a instalação da sede catarinense do balé já está comprado.

* Jornalista e colunista do Jornal da Manhã, de Criciúma, a serviço da ADI, Adjori e Acaert.

O Brasil no Mazowzse

Nem só de música e coreografia vive o Balé Mazowsze. Um ingrediente a mais cativa o público: a alegria e a empolgação traduzida por cada um dos dançarinos, entre eles, dois brasileiros. Há oito meses, Denise Hoefle, de Maravilha, em Santa Catarina, trocou a sapatilha de ponta do balé Bolshoi, em Joinville, pelas botas do Mazowsze. O mesmo caminho fez Marcos de Lima, de Guarapuava, no Paraná.
O começo não foi fácil, principalmente pela mudança no clima. Ambos enfrentaram muita neve, mas isso não foi suficiente para esfriar o ânimo da dupla. Hoje, com uma rotina de pelo menos cinco horas de dança diárias e apresentações aos fins de semana, integram uma das companhias de dança mais famosas do mundo.

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