Silvana Lucas
Tubarão
Os moradores da rua dos Ferroviários, nas proximidades do Estádio Domingos Silveira Gonzalez, no bairro Oficinas, em Tubarão, ainda aguardam o início das obras de drenagem na via, reivindicada há cinco anos. Os trabalhos estavam programados para iniciar no mês de setembro, conforme anunciado por representantes da prefeitura há quatro meses quando estiveram no local, porém até agora nada foi feito. Eles alegam que falta uma análise de documentos pendente na Caixa Econômica Federal (CEF).
Na ocasião o secretário de infraestrutura, Ismael Medeiros, afirmou que a obra estava em fase de licitação. “Por enquanto não haverá trabalhadores na localidade, somente após todo o processo licitatório, então os trabalhos deverão começar somente em setembro”, disse há dois meses.
“Aguardamos desde 2009 uma solução para o problema. Situação que piora cada vez que chove muito, alaga toda a rua e ficamos apreensivos com a entrada de água nas casas”, reclama a aposentada, Dilma Mendes.
Para os representantes da prefeitura não há impasses para realizar esta obra. Em nota eles afirmam que aguardam a CEF concluir a avaliação da documentação e do projeto encaminhado para que os recursos sejam liberados. Para que a drenagem seja realizada o executivo municipal conta com os investimentos da CEF por meio de emenda parlamentar. “A nossa expectativa é que esta análise seja concluída em breve”, finaliza os gestores.
A obra
A rede de drenagem será realizada em duas etapas. A primeira fase segue do fim da rua dos Ferroviários até a rua Júlio Bopré, com a execução de uma rede de drenagem paralela, já existente na via. Em um segundo momento, a drenagem seguirá até a rua Ângelo Zamparetti, próximo ao campo do Noroeste. Na obra serão drenados 917 metros em oito meses de execução, estimados em um investimento de R$ 726 mil.
Histórico do local
Anterior à drenagem hoje existente, em grande parte da rua dos Ferroviários havia uma vala, onde o odor e o mato eram a grande preocupação dos moradores. Anos após a drenagem do local, o problema é outro e considerado pela população como mais grave. Quando chove muito, não há escoamento da água, que se acumula e chega às residências, fato ocorrido em 2010, onde o município decretou situação de emergência.
Defesa civil
Conforme os estudos da secretaria de proteção e defesa civil, o alagamento, até então, ocorre quando a chuva é equivalente a 50 milímetros por hora. Hoje, a drenagem pluvial utiliza a mesma tubulação do sistema de esgoto sanitário. Uma bomba também será instalada na localidade para facilitar o escoamento da água.
