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Moradores devem ser despejados em Laguna

Prazo para desocupação voluntária do Loteamento Juliana, em Laguna, terminou ontem. Famílias realizaram manifestação em frente ao Fórum em busca de solução.

Com cartazes e faixas, moradores protestaram da decisão judicial, a qual indica o despejo das famílias nos próximos dias - Foto: Elvis Palma/Divulgação/Notisul
Com cartazes e faixas, moradores protestaram da decisão judicial, a qual indica o despejo das famílias nos próximos dias – Foto: Elvis Palma/Divulgação/Notisul

Laguna

Centenas de famílias correm o risco de ser despejadas a partir de hoje em Laguna. Hoje, encerrou o prazo de 30 dias dados por meio de uma ação judicial que intimava os moradores do Loteamento Juliana a deixarem o local voluntariamente. Sem saber para onde ir, as famílias realizaram uma manifestação em frente ao Fórum de Laguna ontem à tarde, em busca de soluções.

De acordo com a operadora de caixa Jéssica Gonçalves, que reside com a família no local há cerca de oito anos, os moradores compraram terras legalmente e contam com instalações de água, luz e telefone. “A partir de amanhã (hoje) os policiais podem vir e demolir tudo. Conversamos com o pessoal do Fórum e disseram que não podem fazer nada porque a liminar foi negada. E para onde vão as 300 famílias? Vão morar debaixo da ponte? Ninguém tem para onde ir. Ontem, faleceu um senhor que morava no loteamento sozinho – de infarto. Ele estava bem apreensivo com o despejo e ninguém faz nada para nos ajudar”, lamenta a moradora.

Ela afirma que a mãe adquiriu o imóvel de forma legal e tem o recibo de compra, e acredita que a ordem de despejo foi efetuada porque, segundo representantes da prefeitura, as terras foram invadidas. A área, de 20 hectares, pertence à Companhia de Desenvolvimento Industrial de Santa Catarina (Codisc).

Os moradores não possuem outras opções de residência e aguardam a ação judicial quando terão seus lares destruídos. “Aqui em casa mora um tio de 52 anos que minha mãe cuida há três décadas. Ele teve meningite e vive acamado. Não temos para onde ir”, alerta Jéssica.

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