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Moradores fecham rodovia e pedem segurança

 Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os moradores do bairro São Cristóvão fecharam a BR-101 por 25 minutos neste sábado.
Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os moradores do bairro São Cristóvão fecharam a BR-101 por 25 minutos neste sábado.

Mirna Graciela
Tubarão

Os motoristas que passaram pela BR-101, no bairro São Cristóvão, em Tubarão, no sábado à tarde, tiveram uma surpresa. Indignados, os moradores da localidade bloquearam a rodovia nas proximidades da Vinícola Grassi. Munidos de faixas e cartazes, eles exigiram a construção de uma passarela para pedestre e mais proteção nas passagens inferiores.

A BR-101 ficou interditada por 25 minutos, o que formou filas de até cinco quilômetros de extensão nos dois sentidos da rodovia. A falta de segurança neste trecho vitimou pelo menos sete pessoas nos últimos dois meses, entre atropelamentos e acidentes. O único local que os pedestres têm para atravessar as pistas é por uma passagem inferior. Mas a estrutura não está finalizada, falta a iluminação.
Com isso, o local tornou-se um reduto de mendigos e usuários de droga. Uma mulher de 44 anos quase foi atacada por dois homens quando tentou utilizar o equipamento para levar a filha à catequese.

“Precisamos de uma passarela. Aqui tem escolas dos dois lados (da rodovia), as crianças correm risco diariamente. Tive que tirar minha filha de uma instituição e colocar em outra para ela não ter mais que atravessar a BR-101 todos os dias”, revela a cabeleireira Mariléia Rodriques, 38 anos.
Os moradores mostram-se decididos a não esquecer o movimento e prometeram que se a situação não for resolvida nos próximos dias, eles fecharão novamente a rodovia.

Perdi um pedaço de mim”

Emocionados, parentes e amigos das pessoas que morreram no trecho da BR-101 no bairro São Cristóvão, em Tubarão, formaram um círculo que simbolizou um abraço na rodovia e oraram em homenagem as pessoas que perderam suas vidas.
Uma delas foi Maria Teresinha Meura de Melo, 60 anos. Ela morreu atropelada na semana passada. Ao tentar atravessar a rodovia, foi atingida por uma caminhonete. Ela morreu duas horas depois de dar entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição.

“Sinto muita falta da minha filha. Perdi um pedaço de mim. É muito triste perder uma filha desta forma”, lamentou o pai de Teresinha, João Meura, de 83 anos, sem conter as lágrimas. Com um foto da filha nas mãos trêmulas, ele participou do manifesto deste sábado para pedir mais segurança no trecho.
“A manifestação é legítima, tem que dar um basta na falta de compromisso no que se refere à duplicação. Tem lugar que só passa boi e fizeram viaduto. Em Tubarão, passa gente, são seres humanos”, ponderou o secretário de administração da prefeitura, Edson Firmino, também presente no ato.

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